NR-1 e programa de Agentes de Suporte Auxiliar (PeopleImages/Shutterstock)
Redatora
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 11h10.
RESUMO | Desde 26 de maio está em vigor a atualização da NR-1, que obriga empresas a incluir riscos psicossociais em sua gestão de riscos. Os afastamentos por saúde mental já cresceram 67% entre 2023 e 2024, somando mais de 440 mil casos só no último ano, segundo o Ministério da Previdência Social. Para se adaptar, empresas como a Group Software recorrem a plataformas de RH que monitoram o clima organizacional e identificam riscos com apoio de inteligência artificial.
O Setembro Amarelo chega em 2026 em um momento diferente para as empresas brasileiras. Desde 26 de maio está em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a obrigar as organizações a incluir os riscos psicossociais do ambiente de trabalho em sua gestão de riscos. A campanha de conscientização se soma, assim, a uma exigência legal.
Os números explicam a urgência. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que os afastamentos por adoecimento mental cresceram 67% entre 2023 e 2024. Só no ano passado, mais de 440 mil trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por questões relacionadas ao tema.
A revisão da NR-1, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), amplia o escopo do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e passa a exigir que as empresas identifiquem, avaliem e incluam formalmente os riscos psicossociais em suas rotinas de gestão. Estresse ocupacional, sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral ou sexual, conflitos interpessoais e falta de apoio entram na lista de fatores que precisam ser monitorados.
"Mais do que reconhecer esses riscos, as mudanças na norma determinam que as organizações adotem medidas efetivas para prevenir, eliminar ou mitigar impactos à saúde mental, com monitoramento contínuo e revisões periódicas", diz Érika de Castro, gerente de Recursos Humanos da Group Software, companhia de tecnologia para gestão de propriedades e de pessoas.
Segundo ela, o principal desafio está na natureza dos riscos psicossociais, subjetivos, multifatoriais e diretamente influenciados pela cultura organizacional e pelo estilo de liderança.
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A preparação das lideranças passa a ser central na prevenção desses riscos. Comportamentos como microgestão, pressão excessiva ou comunicação inadequada deixam de ser tratados apenas como estilo de gestão e passam a ser enquadrados como fatores de risco ocupacional. Ainda há organizações que evitam estruturar canais de escuta por receio de gerar passivos trabalhistas, mas a nova norma redefine esse cenário ao integrar a saúde mental à estratégia do negócio.
"A nova norma irá reduzir o espaço para ações meramente simbólicas e aumenta a exigência por indicadores, evidências e efetividade real", afirma Érika.
Para atender às novas exigências, empresas têm recorrido à tecnologia como aliada na gestão de pessoas e na prevenção de riscos psicossociais. Ferramentas digitais permitem estruturar processos contínuos de escuta, monitoramento e análise, o que contribui para decisões mais assertivas e ambientes de trabalho mais saudáveis, reforço direto ao propósito do Setembro Amarelo dentro das corporações.
É o caso da Group Pessoas, plataforma de recursos humanos da Group Software voltada ao acompanhamento do clima organizacional e à identificação estruturada de riscos. Uma de suas funcionalidades é o Termômetro de Humor, em que colaboradores registram no dia a dia como se sentem, gerando dados que apoiam o RH na leitura do ambiente e na definição de ações.
A plataforma também conta com pesquisas de clima organizacional, com modelos pré-formatados e possibilidade de personalização, incluindo adaptação para avaliações de riscos psicossociais alinhadas às exigências da NR-1. Há ainda o registro de feedback que, com apoio de inteligência artificial, gera um plano de ação compartilhável com o funcionário, pensado para apoiar RH e lideranças na sinalização precoce de possíveis riscos.
A Group Software é fundada há três décadas e reúne mais de 10 empresas, entre elas a holding de investimentos Group Ventures, com portfólio de mais de 20 softwares e 15 módulos integrados. Suas soluções atendem cerca de 8 mil clientes e impactam aproximadamente 5 milhões de unidades imobiliárias em três continentes, com operações em mais de 250 cidades brasileiras e escritórios em Belo Horizonte, sede da companhia, São Paulo e Nova York.
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Com a NR-1 em vigor, a saúde mental deixa de ser pauta de campanha para virar item de auditoria. O desafio, agora, é transformar indicador em cuidado real.
Desde 26 de maio, a Norma Regulamentadora nº 1 passou a exigir que as empresas identifiquem, avaliem e incluam formalmente os riscos psicossociais do ambiente de trabalho no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com monitoramento contínuo e revisões periódicas.
Segundo o Ministério da Previdência Social, os afastamentos por adoecimento mental cresceram 67% entre 2023 e 2024. Somente em 2024, mais de 440 mil trabalhadores se afastaram do trabalho por esse motivo.
A norma lista estresse ocupacional, sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral ou sexual, conflitos interpessoais, falta de apoio e práticas de gestão inadequadas, incluindo microgestão e comunicação inadequada por parte das lideranças.
Plataformas de RH permitem estruturar processos contínuos de escuta e monitoramento do clima organizacional. A Group Pessoas, por exemplo, oferece o Termômetro de Humor, pesquisas de clima adaptáveis aos riscos psicossociais e registro de feedback com apoio de inteligência artificial para gerar planos de ação.