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Redatora
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 15h57.
Quase metade dos CEOs brasileiros ainda não se sente segura para tomar decisões baseadas em inteligência artificial, mesmo com a tecnologia já presente na rotina de suas empresas. É o que aponta levantamento da Fundação Dom Cabral, segundo o qual 43% dos executivos do país admitem desconforto diante de decisões apoiadas em dados gerados por IA.
O paradoxo é que essa insegurança convive com um consenso cada vez mais forte sobre a urgência do tema. Para tentar reduzir essa distância entre acesso à tecnologia e capacidade de decisão, a Saint Paul Escola de Negócios lança o Pós-MBA em Inteligência Artificial, programa presencial voltado a quem já ocupa posição de liderança e precisa de repertório aplicado, não de formação técnica.
Até pouco tempo, a pergunta que rondava as empresas era se a inteligência artificial valia o investimento. Essa fase parece encerrada. Pesquisa da IDC em parceria com a Microsoft, feita com C-levels de empresas brasileiras de grande porte, mostra que 88% dos executivos já consideram a IA o principal motor de competitividade até 2030.
O problema deixou de ser adotar a tecnologia e passou a ser decidir com critério sobre ela: onde aplicar, o que priorizar, que risco assumir.
Estudo do IBM Institute for Business Value reforça esse cenário: 98% dos líderes empresariais dizem precisar tomar decisões cada vez mais rápidas para manter a competitividade, num ambiente em que a velocidade virou tão importante quanto o acerto.
Outro sintoma dessa mudança é a concentração da responsabilidade. Levantamento do Boston Consulting Group mostra que 72% dos CEOs já se colocam como os principais responsáveis pelas decisões sobre inteligência artificial em suas empresas, o dobro do registrado no ano anterior.
Mas essa centralização no topo não significa que o problema fique restrito à cadeira do CEO. Gerentes, coordenadores e heads que respondem por áreas, projetos e resultados sentem a mesma pressão, muitas vezes sem o repertório de negócio necessário para embasar essas escolhas.
Pesquisa da McKinsey identificou que 62% dos executivos brasileiros têm dificuldade em distinguir projetos de IA genuínos de iniciativas que usam o termo apenas como estratégia de marketing, o que torna a decisão ainda mais arriscada para quem está abaixo do C-level, mas ainda assim decide.
É nesse ponto que a Saint Paul Escola de Negócios estrutura o Pós-MBA em Inteligência Artificial. O programa é presencial, em São Paulo, com duração de aproximadamente três meses e encontros em seis sábados alternados, formato pensado para quem não pode pausar a carreira para se atualizar.
A proposta não é formar especialista técnico em IA. É desenvolver critério de decisão: visão de negócio, repertório estratégico e segurança para agir diante de um tema que hoje pressiona qualquer área da empresa, da operação à estratégia.
A grade do programa foi organizada em blocos que acompanham o processo real de decisão dentro de uma empresa:
O Pós-MBA em Inteligência Artificial foi desenhado para gerentes, gerentes sênior, coordenadores, supervisores, heads e profissionais responsáveis por área, projeto ou decisão estratégica, que sentem a pressão de decidir sobre IA sem ainda ter repertório técnico ou de negócio consolidado sobre o tema. O critério de seleção não é saber programar. É precisar decidir.
A tecnologia já entrou na pauta de qualquer reunião de liderança. O que ainda falta, para boa parte dos executivos brasileiros, é o repertório para decidir sobre ela com confiança, não com hype.
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