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A IA deixou de ser dúvida sobre 'se' e virou dúvida sobre 'como': o novo dilema dos executivos

Saint Paul lança Pós-MBA para formar critério de decisão, não especialistas técnicos, em três meses

 (Magnific/Reprodução)

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Publicado em 4 de agosto de 2026 às 15h57.

Quase metade dos CEOs brasileiros ainda não se sente segura para tomar decisões baseadas em inteligência artificial, mesmo com a tecnologia já presente na rotina de suas empresas. É o que aponta levantamento da Fundação Dom Cabral, segundo o qual 43% dos executivos do país admitem desconforto diante de decisões apoiadas em dados gerados por IA.

O paradoxo é que essa insegurança convive com um consenso cada vez mais forte sobre a urgência do tema. Para tentar reduzir essa distância entre acesso à tecnologia e capacidade de decisão, a Saint Paul Escola de Negócios lança o Pós-MBA em Inteligência Artificial, programa presencial voltado a quem já ocupa posição de liderança e precisa de repertório aplicado, não de formação técnica.

Decidir sobre IA sem repertório é decidir no escuro. O Pós-MBA em Inteligência Artificial da Saint Paul forma esse critério em três meses, sem pausar a carreira. Quero saber mais 

Da dúvida técnica para a dúvida estratégica

Até pouco tempo, a pergunta que rondava as empresas era se a inteligência artificial valia o investimento. Essa fase parece encerrada. Pesquisa da IDC em parceria com a Microsoft, feita com C-levels de empresas brasileiras de grande porte, mostra que 88% dos executivos já consideram a IA o principal motor de competitividade até 2030.

O problema deixou de ser adotar a tecnologia e passou a ser decidir com critério sobre ela: onde aplicar, o que priorizar, que risco assumir. 

Estudo do IBM Institute for Business Value reforça esse cenário: 98% dos líderes empresariais dizem precisar tomar decisões cada vez mais rápidas para manter a competitividade, num ambiente em que a velocidade virou tão importante quanto o acerto.

Quem decide sobre IA decide sob pressão, e cada vez mais sozinho

Outro sintoma dessa mudança é a concentração da responsabilidade. Levantamento do Boston Consulting Group mostra que 72% dos CEOs já se colocam como os principais responsáveis pelas decisões sobre inteligência artificial em suas empresas, o dobro do registrado no ano anterior.

Mas essa centralização no topo não significa que o problema fique restrito à cadeira do CEO. Gerentes, coordenadores e heads que respondem por áreas, projetos e resultados sentem a mesma pressão, muitas vezes sem o repertório de negócio necessário para embasar essas escolhas. 

Pesquisa da McKinsey identificou que 62% dos executivos brasileiros têm dificuldade em distinguir projetos de IA genuínos de iniciativas que usam o termo apenas como estratégia de marketing, o que torna a decisão ainda mais arriscada para quem está abaixo do C-level, mas ainda assim decide.

Um programa pensado para quem já lidera, não para quem quer virar especialista técnico

É nesse ponto que a Saint Paul Escola de Negócios estrutura o Pós-MBA em Inteligência Artificial. O programa é presencial, em São Paulo, com duração de aproximadamente três meses e encontros em seis sábados alternados, formato pensado para quem não pode pausar a carreira para se atualizar.

A proposta não é formar especialista técnico em IA. É desenvolver critério de decisão: visão de negócio, repertório estratégico e segurança para agir diante de um tema que hoje pressiona qualquer área da empresa, da operação à estratégia.

O que muda na prática

A grade do programa foi organizada em blocos que acompanham o processo real de decisão dentro de uma empresa:

  • Fundamentos e evolução da IA: entender capacidades e limites da tecnologia, sem tecnicismo
  • IA aplicada aos negócios: identificar oportunidades por área e setor
  • Estratégia e modelos de negócio: avaliar impacto competitivo e novas fontes de receita
  • Produtividade e processos: redesenhar fluxos e ganhar eficiência
  • Dados, governança e risco: tomar decisões mais seguras e responsáveis
  • Agentes e automação: compreender os novos modelos de execução
  • Liderança da transformação: mobilizar equipes durante processos de mudança

A Saint Paul abriu turma do Pós-MBA em Inteligência Artificial para quem lidera decisões, não para quem programa. Presencial, em São Paulo, aos sábados. Fale com um consultor

Para quem é o programa

O Pós-MBA em Inteligência Artificial foi desenhado para gerentes, gerentes sênior, coordenadores, supervisores, heads e profissionais responsáveis por área, projeto ou decisão estratégica, que sentem a pressão de decidir sobre IA sem ainda ter repertório técnico ou de negócio consolidado sobre o tema. O critério de seleção não é saber programar. É precisar decidir.

A tecnologia já entrou na pauta de qualquer reunião de liderança. O que ainda falta, para boa parte dos executivos brasileiros, é o repertório para decidir sobre ela com confiança, não com hype.

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