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WEB SUMMIT: a serendipity de milhares de nerds

Celebridades se reuniram no evento para defender a vacina e o planeta e mulheres ganharam mais espaço na agenda

Por Jennifer Queen*

Se serendipity ou, mal-traduzindo, a possibilidade de um acaso feliz, está por trás da maioria dos encontros presenciais, deve ser mesmo assim no primeiro grande evento de inovação depois de 20 meses de pandemia do coronavírus.

Com um pouco de tecnologia, ninguém precisa sair do sofá para conferir o que acontece de mais novo ao redor do mundo. Ainda assim, mais de 40 mil pessoas – muitas delas vindas da Ucrânia – vêm se reunindo nesses últimos dias ao redor da Arena Altice, em Lisboa, para fazer o Web Summit acontecer.

“A arena normalmente é palco de shows de bandas como U2, mas, nesse evento, imagine, são milhares de nerds juntos”, disse o CEO Paddy Cosgrave. Eles se encontram no palco central e pelos palcos e “food summits” de cinco pavilhões. E, claro, nas filas.

Com a nova situação sanitária no mundo, mesmo as entradas preferenciais se tornaram mais demoradas, e palestrantes, jornalistas, “chairpersons” se revezavam entre os corrimãos de aço.

Pedro Pires de Miranda, CEO da Siemens em Portugal, fez as vezes de host, convidando-nos a visitá-lo no estande da empresa, “onde estaria de castigo nos próximos dias”.

Jeremy Goldman, diretor do Insider Intelligence, braço de inteligência do Business Insider, se conectou com Hendrik Klöters, do Unternehmerkanal, canal do empreendedor em tradução livre, para emprestar um pouco de sua expertise à maior comunidade para startups e empreendedores da Alemanha, que permanece local e em outro contexto não lhe interessaria. Uma expansão para os Estados Unidos estaria nos planos? “Ajudamos empreendedores em todos os passos montar uma startup, mas nossos conteúdos ainda estão todos em alemão”, contou Klöters.

Histórias também viram parcerias. “Encontrei fundadores israelenses de uma edtech no Chipre. Eles viram que, para a edtech funcionar, precisariam resolver a tecnologia de meios de pagamento, então criaram uma fintech. Nós já estamos conversando para ver se podemos ajudá-los com o projeto inicial”, disse Marco Fisbhen, CEO e fundador do Descomplica, que fará uma palestra no palco de Growth na tarde de hoje, último dia do evento.

Às vezes, o nome de uma startup chama a atenção. “Time is ltd” ou “o tempo é limitado”, lê-se no crachá de Jan Rezab, o empreendedor serial que fundou a plataforma Socialbakers. Ele estuda a possibilidade de levar a nova startup para o Brasil, e nós estamos na fila há pelo menos quarenta minutos. “O tempo é limitado mesmo, mas o nosso app por enquanto só resolve questões de produtividade em times de empresas”, comentou.

Mas o Web Summit está diferente. Em 2019, última edição presencial, os super robôs Philip K. Dick e Sophia dividiram um palco futurista, o carro autônomo parecia uma realidade próxima, e personalidades como Margrethe Vestager discutiam uma nova democracia que levasse em conta a evolução da inteligência artificial.

Nesses últimos dias, celebridades se revezaram para defender o óbvio:  a vacina e o planeta – como no vídeo “Don’t Choose Extinction”, apresentado pelo embaixador das Nações Unidas, Nicolaj Coster-Waldau, o Jaime Lannister, de Game of Thrones. O conteúdo dos palcos menores migrou para o palco central, as mulheres ganharam espaço – além da iniciativa Women in Tech, somos mesmo maioria no evento, representando mais de 50%. Trocamos o efeito “uau” e a tecnologia como um serviço pela tecnologia a serviço de um novo mundo. Ou, como disse Ayo Tometi na abertura, nós somos as pessoas pelas quais estamos esperando.

A serendipity em comunhão com milhares de nerds pode ajudar no que queremos construir fora do “metaverso”.

*Jennifer Queen é diretora da FSB Comunicação focada em startups e venture capital

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