(Igor Alecsander/Getty Images)
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Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 07h00.
84% dos jovens em situação de vulnerabilidade social tem conhecimento sobre inteligência artificial. São nove pontos abaixo da taxa de jovens fora dessa condição. Quanto ao contato diário, a diferença é de dez pontos – 63% versus 73%.
Os dados, da pesquisa da Demà e da Nexus, apresentam uma desigualdade considerável e indicam a necessidade de investimento na educação em IA para jovens em situação de vulnerabilidade social.
“Os números expõem claramente que não apenas o acesso à tecnologia, mas o próprio conhecimento ainda não é o ideal quando comparamos indicadores sociais e econômicos”, frisa Juan Carlos Moreno, Diretor da Demà.
O interesse dos jovens em situação de vulnerabilidade social é claro. A pesquisa revelou que o impacto da IA na futura carreira profissional é o ponto de importância mais reconhecido por eles:
Este interesse pode ser consequência do pouco contato real e explica outro dado: os jovens em situação de vulnerabilidade social são os que melhor percebem a presença da tecnologia no dia a dia:
A pesquisa – que entrevistou mais de 2 mil jovens e utilizou dados do CadÚnico – demonstra como é preciso maior investimento da educação para que a tecnologia alcance todas as parcelas da sociedade brasileira.
Com a inteligência artificial tornando-se cada dia mais importante para a sociedade global, a diferença no domínio dela pode causar aumento nas taxas de desigualdade social.