Vinho resiste ao aumento do euro e se torna a bebida da pandemia

Em bate-papo na Bússola, especialistas falam sobre as novas tendências do mercado brasileiro

O mercado de vinhos, que teve em 2020 um crescimento expressivo no Brasil mesmo com o aumento dos preços causado pela supervalorização do euro no último ano. Para 2021, o mercado deve se estabilizar, com uma mudança no perfil do consumidor nacional.

Essas são as principais conclusões do bate-papo entre as especialistas Julia Frischtak, sócia da Cellar Vinhos, e Suzana Barelli, jornalista e colunista, com Flávio Castro, sócio do Grupo FSB, especialmente para a Bússola Trends. Eles falaram sobre o perfil do Brasil no mercado de vinhos e da produção da bebida em território brasileiro.

Até a década de 90, o mercado no Brasil era fechado, e a produção de vinho era de baixa qualidade, diz Suzana Barelli, citando como referência a primeira safra apresentada em 1999. Mas o vinho se tornou a bebida da pandemia, trazendo oportunidade para que as indústrias mostrassem ao consumidor sua variedade.

Para Julia Frischtak, a habilidade de comunicação das indústrias é essencial para a permanência das vendas, com o auxílio das redes sociais para instrumentalizar o consumidor. Também é preciso oferecer outras ferramentas para agregar na experimentação e criar um sentido afetivo na compra dos produtos, diz.

Ela aposta em uma microtendência urbana de vinhos naturais, um nicho que cresceu dentro de um perfil de consumidor que antes experimentava as cervejas artesanais.

Já Suzana, enxerga nessa mudança uma oportunidade para o crescimento das produções nacionais e até mesmo um surgimento de crescimento no turismo brasileiro pensado na degustação de vinhos, seguindo tendências internacionais. “O consumidor não tem mais medo de experimentar.” afirma.

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