Todo poder às mulheres

No comando das empresas e na política elas, apesar de ainda serem minoria, dão uma goleada nos resultados

A busca por diversidade de gênero no comando das empresas está relacionada a qual letra do ESG? A resposta natural é o “S”, de social. E está certa.

Mas ela também está totalmente ligada ao “E”, de enviromental (ambiental), segundo estudo divulgado este mês pela Bloomberg e pela instituição japonesa The Sasakawa Peace Foundation.

Entre 2016 e 2018, o crescimento das emissões de gases de efeito estufa em empresas que não possuem mulheres no conselho foi de 3,5%, quase seis vezes maior do que o aumento de 0,6% registrado nas companhias que têm pelo menos 30% de conselheiras. No estudo, foram avaliadas 11.700 corporações globais.

Já entre as empresas que integram a Força-tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas às Mudanças Climáticas (TCFD), houve significativa redução nas emissões naquelas que possuem mais 20% de mulheres no conselho.

Até mesmo em companhias que têm mais dificuldade em poluir menos, como nas petroleiras, a diversidade de gênero faz bastante diferença. O estudo constatou que as metas de descarbonização nestas empresas são muito mais ousadas nas que contam com presença feminina no comando.

Corta para a política brasileira.

As mulheres parlamentares aprovaram três vezes mais projetos entre 2015 e 2019 na Câmara dos Deputados. E a maioria absoluta das leis aprovadas sobre direitos fundamentais e sociais, bem como de economia e trabalho de cuidado, foi criada por mulheres.

Os dados fazem parte de uma monografia apresentada este mês pelo jornalista e formando em Direito José Jance Marques, na UnB. A pesquisa utilizou o banco de dados da Câmara, o Sileg-Tramitação, para analisar projetos apresentados desde os anos 1990.

A proporção de mulheres vem aumentando, mas ainda é muito baixa no comando das empresas e na política. Nas eleições deste ano, apenas 12% das cidades elegeram uma prefeita. E somente 16% dos escolhidos para as Câmaras Municipais são mulheres, apesar de elas serem 52,5% dos eleitores.

Mais da metade dos 5.568 municípios do país terão nenhuma ou somente uma vereadora.

Precisamos acelerar essa mudança.

* Sócio-Diretor da Loures Comunicação

 

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