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Tecnologia de coprocessamento pode ser a solução para lixo urbano

Webinar da ABCP apresentou tecnologia de coprocessamento como forma sustentável para encerrar os lixões e fortalecer a economia circular

Com foco em colaborar com a melhor utilização de recursos minerais e redução do consumo energético, a indústria brasileira do cimento, por intermédio de sua entidade técnica, a ABCP, em parceria com consórcios públicos do estado de Minas Gerais, promoveu um evento no dia 15 para discutir a erradicação dos lixões e fortalecimento da economia circular, principalmente por meio da tecnologia de coprocessamento.

A conferência tratou do edital de chamada pública do Ministério do Meio Ambiente, que destinou, pelo programa Lixão Zero, 100 milhões de reais para a instalação, por parte dos consórcios de municípios, de usinas de triagem e classificação do lixo urbano, que deverão promover a separação em três frações: resíduos recicláveis secos, resíduos orgânicos e rejeitos e também combustível derivado de resíduo urbano (CDRU), este destinado à indústria, para ser utilizado nos fornos de cimento como fonte alternativa de energia, corroborando com o conceito de economia circular.

O prazo de apresentação dos projetos termina no final do mês. Os consórcios que forem contemplados terão como missão o encerramento de lixões e operação das usinas de triagem nos municípios que forem beneficiados pelo projeto.

Durante o evento, o diretor de relações institucionais da ABCP e presidente da ABNT, Mário William Ésper, falou sobre o intenso trabalho junto aos órgãos de governo no sentido de colaborar para a destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos. Já o diretor de coprocessamento da ABCP, Daniel Mattos, salientou o alinhamento entre a tecnologia do coprocessamento com o edital e o programa.

A técnica de coprocessamento consiste no aproveitamento dos resíduos industriais, agrícolas e sólidos urbanos na cadeia produtiva, em substituição aos combustíveis fósseis, como coque de petróleo e carvão, o que contribui em um melhor gerenciamento dos materiais da região. O que não for convertido em energia pode ser utilizado como matéria-prima e resulta incorporado ao clínquer, principal componente do cimento.

Os benefícios da técnica incluem preservação de recursos naturais e matérias-primas, redução de gases de efeito estufa, geração de empregos, erradicação dos lixões, melhoria da saúde pública, inclusive com redução de gastos nessa área, e aumento da vida útil dos aterros sanitários, sendo, portanto, aliado da economia circular.

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