Inteligência artificial revoluciona a advocacia tradicional e atrai investimentos bilionários (Andrey_Popov/Shutterstock)
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Publicado em 16 de julho de 2026 às 17h00.
Por Bruno Feigelson*
A empresa Norm acabou de levantar US$ 120 milhões e chegou ao patamar de “unicórnio” neste mês de julho.
Para os insiders da tecnologia, a terminologia “unicórnio” faz parte do sonho de 10 em cada 10 empreendedores tech e é voltada para as startups — jovens empresas de tecnologia — que passam a valer mais de US$ 1 bilhão.
Por conta disso, ver uma IA Law Firm com valuation de 1 bilhão de dólares é realmente impressionante.
Além do resultado financeiro expressivo, nos chama a atenção o fato de ser um valuation jamais alcançado por uma empresa de IA jurídica full-stack.
Ou seja, a empresa une os conceitos de escritório de advocacia a uma empresa de tecnologia, colocando a marca norte-americana além de clássico fornecimento de um software para os seus clientes, mas também o complexo fornecimento dos serviços jurídicos.
A novidade foi publicada pelo analista do setor, Matt Pollins na rede social LinkedIn e trata-se de um case muito claro sobre como este setor está em franca ascensão nos Estados Unidos e, inclusive, no Brasil.
Em maio de 2026, no Rio de Janeiro, realizamos o AB2LX 2026, o maior evento do mundo sobre o tema, com mais de 8 mil especialistas, autoridades e profissionais de direito interagindo, construindo soluções e realizando novos negócios na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio.
Algo impensável há apenas dez anos quando criei um grupo de WhatsApp para inovadores do Direito.
Em pouco tempo fundamos a AB2L — Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs — e dia após dia vemos escritórios operando com IA, com novos modelos de negócio surgindo e uma geração inteira de profissionais reinventando a forma de prestar serviços jurídicos.
Mais do que um movimento, esse crescimento e evolução vem de uma imparável capacidade de inovação, que vão muito além de ferramentas digitais.
Inovar não é somente sobre tecnologia, mas muito mais a respeito das pessoas.
Propósito e cultura valem mais do que qualquer planejamento, e as maiores revoluções acontecem quando mentes inconformadas se encontram para transformar o presente.
O Direito pode ser mais simples, mais humano, mais criativo e infinitamente mais relevante.
Estamos nesse caminho aqui no Brasil e temos certeza que muito em breve teremos law techs desenvolvidas no país, com profissionais com capacidade de replicar o sucesso das empresas dos Estados Unidos, Inglaterra, Índia, entre outros expoentes internacionais.
Não existe impacto sem coragem. E para quem entende que reinventar não é opção, é necessidade.
É um orgulho viver esse momento e presenciar como isso tem sido um meio de tantas oportunidades em uma área que todos achavam que não teria como se reinventar.
Estamos vivendo uma era fundamental para quem acredita na Justiça. O meu convite é que você venha mergulhar fundo no assunto, para também fazer parte e não deixar as oportunidades te deixarem com uma visão ultrapassada.
*Bruno Feigelson é advogado, pós-doutorando de Stanford, Sócio fundador do Lima ≡ Feigelson Advogados e autor do livro "Reinvente o direito: da tradição à disrupção".