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Política externa deve ser parte do debate cotidiano, diz diretora do Cebri

Em entrevista ao Bússola Trends, diretora-presidente do Cebri fala da atuação da instituição em ano eleitoral e para o futuro do Brasil

“A política externa afeta o cidadão e devia entrar mais no debate”. É essa provocação que Julia Dias Leite, diretora-presidente do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), traz ao bate-papo com Flavio Castro, sócio do grupo FSB, para o Bússola Trends, coluna que discute as principais tendências do mercado de comunicação, economia e política, trazendo especialistas no assunto.

Nesta edição, Leite foi convidada a debater o papel do Cebri frente aos assuntos das Relações Internacionais, como também, a projeção para o futuro da instituição.

A política externa afeta os preços dos produtos importados no mercado, o preço de um carro, por exemplo. É fundamental que a sociedade participe dessas relações, conhecendo as ideias de um futuro chanceler, como esse governo será gerido, estar atento aos debates levantados no segmento.

A participação dos jovens também é imprescindível. Para a diretora, “isso tem sido uma campanha minha interna, tanto com relação à equipe quanto ao Conselho. Quando digitalizamos durante a pandemia e abrimos o debate, a gente conseguiu, também, expandir e falar com mais pessoas e com o público em geral. Aproximando o público jovem, as novas gerações que têm interesse com o que tem acontecido com o mundo, que tem se engajado, mas não tem as informações. Então, a gente criou uma série de cursos, começamos com a história da diplomacia brasileira e, surpreendentemente, tivemos quase duas mil pessoas inscritas do Brasil inteiro”, declara.

O próximo ano é eleitoral, e assim, é importante trazer questões das Relações Internacionais para o debate. Pensando nisso, em maio de 2022, o Cebri vai lançar 14 policy papers nessas áreas, com linguagem mais objetiva para alcançar mais proximidade das pessoas. Será um grande documento com a visão do Centro para com as políticas externas para o próximo governo — não apenas debates com presidentes, mas, também, com governadores da campanha e outras áreas do governo.

O Cebri trabalha com núcleos temáticos. Hoje, são 14 núcleos que trabalham desde temas regionais (agenda do Brasil com outros países) e temas de inserção internacional (que são mais setoriais, como agenda de meio ambiente, agenda de defesa, agronegócio, infraestrutura etc). Além disso, serão lançados ainda no fim deste ano que são os núcleos para democracia e outro de economia.

“Os núcleos funcionam como pequenos think tank dentro do Cebri. Então, cada grupo desse tem um membro do Conselho curador, que, normalmente, atuou nessa agenda específica e ele trabalha com um ou dois conselheiros, e sempre com um fellow — que a gente convida e são pessoas, geralmente, mais jovens e estão mais com a mão na massa daqueles temas e promovem, organizam a nossa agenda de trabalho, debates e de papers”, diz Julia.

Pensando em assuntos que podem se destacar nas campanhas eleitorais, em nível de cenário global, a diretora destaca a agenda entre Estados Unidos e a China e a agenda ambiental. É importante saber qual a posição que o Brasil irá tomar nesses assuntos.

Além disso, há uma pressão internacional para que o país seja menos protecionista e abra o mercado. Entretanto, no outro lado, há a pressão das indústrias para que mantenha o formato vigente. Para a diretora, é o momento de debater e pensar em políticas menos rígidas e protecionistas.

A longo prazo, a diretora fala sobre o papel do Centro. “Nessa estruturação que fizemos, nós colocamos quatro palavras que definem o Cebri: pensar, dialogar, disseminar e influenciar. O pensar e dialogar é o que a gente faz todos os dias. Antes da pandemia, nós éramos uma Instituição mais fechadas ao Conselho e associados, e a gente abriu com o Cebri online, e disseminar se ampliou muito no último ano. Mas influenciar, que seria essa agenda mais direto com o governo, a gente não construiu antes porque os papers não estavam prontos e estruturados. Na minha visão, ano que vem será muito importante com esse trabalho, com as recomendações políticas externas no futuro e fazer o acompanhamento. Acompanhamento e atualização constantes. [...] Esse acompanhamento que vai vir com o próximo governo em 2023, e o diálogo, não só com o Itamaraty, mas com o Ministério da Agricultura, Meio Ambiente, Congresso, Senado. A gente tá se organizando para isso, inclusive com relação à equipe. Tem uma diretora nossa, Carla Duarte, que vai focar no tema de relações governamentais. Então, o nosso influenciar que vai ser de 2022 pra frente, vai ser a atuação do Cebri em buscar uma visão geral e atuar de forma constante”, declara.

Com a pandemia, foi preciso digitalizar. Para o Cebri não foi diferente. Segundo Leite, já era um desejo da instituição trazer o digital. Nesse cenário, foi possível migrar para a plataforma Zoom e trazer nomes internacionais para o debate, uma vez que as pessoas estavam mais em casa.

“No ano que vem, vamos lançar o estúdio físico na sede do Cebri, que fica na Gávea (RJ), e aí trazer o formato híbrido para a discussão”, diz a diretora.

Para além das novas mudanças, o Cebri irá lançar uma revista que contará com um Conselho Editorial não só brasileiro, como estrangeiro, e vai tratar dos temas do Brasil e do mundo. Em um momento que o Cebri vai completar 24 anos, a diretora afirma que chegou o momento de assumir essa revista.

Para acompanhar a entrevista na íntegra, acesse o canal do YouTube da Bússola, onde sai os conteúdos em vídeo da coluna Bússola Trends.

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