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Número de empresas de entrega de alimentos cresce quase 80% na pandemia

Devido às restrições da covid-19, tecnologia foi fundamental para impulsionar o setor que em 2021 elevou para 104.531 empresas
Estado de São Paulo teve o maior aumento (74%) em número de empresas abertas (Leandro Fonseca/Exame)
Estado de São Paulo teve o maior aumento (74%) em número de empresas abertas (Leandro Fonseca/Exame)
Por BússolaPublicado em 08/02/2022 14:42 | Última atualização em 08/02/2022 14:42Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Por Bússola

Relatório desenvolvido pela DataHub, plataforma de Big Data & Analytics, revela aumento de 76,6% nas aberturas de empresas responsáveis pela entrega de alimentos em domicílio, como bares, restaurantes e lanchonetes. O levantamento levou em consideração o período entre 2019 e 2021, durante a pandemia da covid-19.

A pesquisa mostra que, em 2019, 59.176 empresas estavam registradas no CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) como estabelecimentos responsáveis pelos serviços que abrangem alimentos embalados para consumo, como marmitex, e restaurantes delivery. Já em 2021, esse número saltou para 104.531 empresas.

No comparativo anual, entre 2019 e 2020, houve aumento de 50,42% do número de empresas abertas. O estado de São Paulo teve o maior aumento (74%) no segmento, saindo de 18.746, em 2019, para 32.631 em 2021.

Para André Leão, Chief Product Officer (CPO) da DataHub, a alta se deve ao fato de as empresas terem focado no uso da tecnologia para ampliar a oferta, já que as medidas restritivas impostas pela covid-19 impediram acesso dos consumidores em locais físicos.

“A pandemia evidenciou ainda mais a nossa necessidade pela tecnologia, foram importantes ferramentas para o período de adaptação às condições restritivas”, afirma André.

O número de abertura ativa fica ainda mais expressivo quando a comparação é entre 2018 e 2021: alta histórica de 120%.

“A adaptação e o uso da tecnologia durante a pandemia foram propulsores para algumas atividades da nossa economia, sobretudo no setor de serviço, auxiliando para a sobrevivência do microempreendedor”, declara Leão.

Fechamento

A pandemia também provocou, porém, o fechamento de milhares de bares, restaurantes e lanchonetes, nos estados e cidades em que o estudo foi realizado.

O levantamento mostra que entre março e dezembro de 2020, 73.372 empresas do segmento fecharam suas portas. Desses, 45,3% eram lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares; 38% se tratavam de restaurantes e 16,6% eram do setor de bares. São Paulo foi o estado que teve maior encerramento de empresas desse segmento: 27,7%. A maior parte dessas empresas tinham entre um e dois anos de atividade.

Já em 2021 — janeiro a dezembro—, foram encerrados 338.352 bares, restaurantes e lanchonetes. O estado de São Paulo lidera o ranking com 93.969 estabelecimentos inativos, bem como a capital paulista com 24.144 empresas fechadas.

Do total de empreendimentos fechados, 44,9% eram lanchonetes, 30,4% eram restaurantes e 24,6% eram bares. Quase 80% deles tinham de três a 20 anos de atividade no mercado.

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