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Networking: como a falta de presença digital pode atrasar carreiras

Saiba como a fragmentação da identidade visual e a falta de clareza digital criam barreiras invisíveis na sua rede de contatos

No mercado atual, a validação digital é o primeiro passo para o networking de sucesso (courtneyk/Getty Images)

No mercado atual, a validação digital é o primeiro passo para o networking de sucesso (courtneyk/Getty Images)

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Publicado em 16 de março de 2026 às 15h00.

Por Laís Macedo, presidente do Future is Now*

Networking digital é relacional, humano e acontece entre pessoas, mas, na prática, ele começa antes do encontro físico e continua depois dele no ambiente digital.

Hoje, toda recomendação passa por um filtro inevitável: a validação online. Quando alguém cita seu nome em uma conversa, te indica em uma roda ou sugere seu perfil para uma oportunidade, o próximo movimento é automático: a pessoa pega o celular e procura você.

E é aí que muita gente perde o jogo sem perceber. Vivemos um tempo em que a presença digital não é vaidade, é legitimidade. Não é exposição, é existência. Porque, gostemos ou não, o ambiente virtual ou nos projeta ou nos anula.

A invisibilidade no ambiente virtual

Tenho visto isso acontecer com frequência. Um nome surge em uma conversa. Alguém se interessa e quer entender quem é aquela pessoa. Digita o perfil no Google. Nada.

Procura no LinkedIn. Inexistente, incompleto ou genérico. Vai ao Instagram. Um usuário confuso, sem foto, sem sobrenome, sem qualquer narrativa clara.

O WhatsApp chega com um número sem imagem, ou com um emoji, ou com um monograma que não diz nada. Essa pessoa não é rejeitada. Ela é simplesmente ignorada. Não por falta de competência, mas por invisibilidade.

O problema é que muitos ainda acreditam que “o trabalho fala por si”. Não fala. A competência precisa ser encontrada para ser considerada.

Coerência na construção da marca pessoal

Outro erro comum é tratar identidade como detalhe. Usar um sobrenome no LinkedIn, outro no Instagram, um apelido no WhatsApp, uma variação no e-mail.

Esta fragmentação dilui a marca pessoal e dificulta qualquer tentativa de validação rápida. E validação rápida é essencial em um mundo de decisões aceleradas.

Nós somos a nossa marca pessoal. E a marca se constrói com coerência, repetição e clareza. Eu não separo quem sou do que faço.

Em qualquer ambiente, físico ou digital, sou Laís Macedo. O mesmo nome, a mesma assinatura, a mesma narrativa. Se alguém me procurar, vai sempre chegar ao mesmo lugar.

Estratégia e respeito pelo tempo

Vai encontrar conteúdo, contexto, referências, repertório. Vai entender quem eu sou, no que acredito e como penso. Isso não é ego. É estratégia.

É respeito pelo tempo de quem busca entender se faz sentido confiar em você. A invisibilidade digital cria barreiras silenciosas no networking digital. Ela gera atrito.

E, em um mundo onde há tantas opções, o atrito faz com que as pessoas simplesmente sigam adiante. Não é pessoal. É pragmático. Por isso, deixar de ser invisível não é sobre se expor mais, é sobre se apresentar melhor.

É garantir que seu nome e sobrenome sejam fáceis de encontrar. Que seu LinkedIn esteja completo, atualizado e conte uma história coerente.

Liderança e legitimação digital

Que seu Instagram, se profissionalmente relevante, diga algo sobre você. Que seu WhatsApp tenha uma foto que identifique quem você é, porque ele é, sim, uma ferramenta de trabalho.

Que exista algum registro da sua visão, do seu pensamento, da sua atuação. Um artigo, um post, uma fala assinada. Não basta um monograma. Não basta um apelido. Não basta existir apenas para quem já te conhece.

O networking digital só funciona quando o outro consegue te legitimar com facilidade. E a legitimação hoje passa, inevitavelmente, pelo digital.

Se você quer ser lembrado, indicado, acionado e considerado, precisa ser encontrável. Precisa ser reconhecível. Precisa ser validável. Não seja invisível. Porque, no mundo das relações estratégicas, quem não é visto dificilmente é escolhido.

*Laís Macedo é Presidente do Future Is Now (plataforma de networking digital para lideranças que protagonizam a nova economia), conselheira do CJE (Comitê de Jovens Empreendedores da FIESP), mentora do IFTL (Instituto de Formação em Tecnologia e Liderança) e embaixadora do Sweet Club (business club de grandes líderes empresariais).

 

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