Carnaval apresentou desafio da conversão urgente, facilitada pelos canais mobile (Reprodução)
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Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 13h00.
Acordar, levantar, preparar-se para o bloquinho e… comprar? Esta foi a rotina de muitos brasileiros neste Carnaval, que acendeu sinal verde para os negócios baseados no D2C (venda direta ao consumidor) usarem o mobile como vantagem.
O desafio principal foi converter a demanda urgente em faturamento. Segundo levantamento da Nuvemshop, o varejo digital D2C, por meio de preparo nos canais mobile, conseguiu crescimento de 70% no volume de vendas relacionadas ao Carnaval de 2026.
Com projeção de faturamento de R$ 258 bilhões no e-commerce nacional este ano, a capacidade de garantir que o produto chegue "antes do bloco" foi o principal diferencial competitivo de fevereiro.
Segundo o co-fundador e presidente da Nuvemshop, Alejandro Vázquez, no pré-carnaval a janela de oportunidade para o varejo é curta e a conversão depende diretamente da promessa de entrega.
Para as marcas que operam no modelo de venda direta ao consumidor (D2C), a data é o maior teste de eficiência logística do primeiro trimestre.
"O consumidor de 2026 é extremamente criterioso, mas, na semana que antecede a folia, a conveniência e o prazo de entrega superam qualquer outra variável de decisão.
O lojista que remove fricções no checkout móvel e garante o recebimento do produto a tempo das festas captura o cliente que precisa resolver uma necessidade imediata", explica.
Com mais de 180 mil marcas, a Nuvemshop observa que ferramentas de decisão rápida são essenciais: o atendimento via WhatsApp, utilizado por 73% dos lojistas, funciona como o balcão de dúvidas para confirmar prazos de entrega.
O Carnaval de 2026 consolidou-se como o maior laboratório de agilidade para as marcas nativas digitais com venda direto ao consumidor (D2C) no Brasil.
Segundo dados da Nuvemshop, o setor de Moda, que faturou R$ 2,9 bilhões no último ano, destacou-se na superação do "abismo operacional", ou seja, a distância tecnológica entre o varejo tradicional e marcas que escalam via dados e relacionamento direto.
O levantamento reforça que marcas em expansão, que utilizam dados para entender esses picos de demanda mobile, conseguem ajustar as suas operações para converter o desejo imediato em faturamento.
“Ao reduzir a fricção na palma da mão, o varejo digital brasileiro transforma a sazonalidade numa oportunidade de mostrar valor através da velocidade”, conclui Alejandro.