Metrô de SP aplica inteligência artificial para aumentar segurança

Projeto de consórcio liderado pela Engie implanta sistema que permite emitir alertas, rastrear objetos perdidos e até identificar crianças perdidas

Com câmeras digitais de alta capacidade integradas à inteligência artificial e à tecnologia de big data, o metrô de São Paulo agora pode emitir alertas, rastrear objetos perdidos e até identificar crianças desacompanhadas.

O novo sistema de monitoramento eletrônico foi desenvolvido pela Engie, em consórcio com a Johnson Controls, e contará com 5.080 câmeras espalhadas por todas as estações das linhas 1 (azul), 2 (verde) e 3 (vermelha). As companhias foram selecionadas em licitação pública internacional no ano passado e deverão concluir até 2023 o projeto de R$ 58 milhões.

Líder do consórcio, a Engie traz para o metrô de São Paulo a experiência adquirida no fornecimento de cerca de 13.000 câmeras para estações e pátios do complexo sistema de transporte sobre trilhos de Paris.

“O negócio está em linha com a ambição da Engie, que é a de liderar a transição energética rumo a uma economia de baixo carbono, auxiliando empresas e cidades a descarbonizarem os seus processos, se tornando mais sustentáveis e mais eficientes”, diz o CEO da Engie Brasil, Maurício Bähr.

"Para a Johnson Controls é motivo de orgulho empregar toda sua expertise e tecnologia voltada para edificações inteligentes, saudáveis e sustentáveis para potencializar a operação do Metrô de São Paulo”, afirma Waldemar Scudeller Jr., gerente geral de Building Technologies & Solutions da Johnson Controls no Brasil.

Financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto ainda contará com análise forense no vídeo monitoramento, software de gestão, equipamentos para o Centro de Controle Operacional (CCO) e para o Centro de Dados com capacidade de armazenamento para manter as imagens guardadas por 30 dias, além de uma Rede de Transmissão de Dados de 10 Gbits/s interligando as diversas localidades ao CCO.

Hoje, os paulistanos já contam com as câmeras de monitoramento nas estações Carrão, Guilhermina Esperança e Belém.

Veja cinco benefícios de monitoramento do novo sistema:

Identificação e rastreamento de objetos

Por meio de inteligência artificial, o sistema é capaz de identificar rapidamente objetos perdidos em tempo real, por meio de imagens, formato e localização, facilitando a busca pelos donos. Quando uma mochila é deixada em um local na estação, por exemplo, um alerta é acionado para que o Centro de Controle indique o agente mais próximo do objeto para que ele seja verificado.

Mais segurança para o usuário

Substituindo modelos analógicos, as novas câmeras digitais têm maior alcance, precisão e resolução de imagens, o que reforça e amplia a segurança operacional. O novo sistema permite identificação e rastreamento de pessoas em áreas de risco, inclusive em casos de invasão da linha férrea. A análise das imagens pelas ferramentas de inteligência artificial é instantânea, podendo gerar alertas para a Central de Controle, permitindo uma rápida atuação para a retirada do invasor em segurança.

Identificação de crianças desacompanhadas e animais perdidos

O sistema consegue identificar automaticamente crianças desacompanhadas dentro do metrô, gerando um alerta para que um funcionário possa checar a situação e auxiliar no reencontro com os pais. As câmeras ainda conseguem detectar animais perdidos pelas estações, possibilitando a ação de um funcionário, antes de um eventual acidente.

Situações de anormalidade

Os funcionários do Metrô de São Paulo já são treinados para identificar e acolher pessoas que mostram sinais de que podem se atirar na via. Essa identificação pode ser aprimorada com o novo sistema, que é capaz de reconhecer passageiros que andam de um lado ao outro da plataforma, sem parar, podendo gerar alertas para que funcionários se atentem à situação – que indica um comportamento fora do padrão.

Contagem de pessoas

Além da segurança, o novo sistema de monitoramento do metrô pode contabilizar com precisão a quantidade de pessoas que passam por um ponto da estação. Isso pode ajudar no aperfeiçoamento da operação do metrô, possibilitando, por exemplo, a transferência de passageiros entre diferentes linhas da rede de transporte sobre trilhos.

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