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Empresas do futuro: 4 tendências para a educação corporativa

Aprendizado constante deve ser um processo fluido e multidisciplinar, que faz parte da cultura da organização
Aprender é um processo pessoal, por mais que ocorra de forma coletiva (Morsa Images/Getty Images)
Aprender é um processo pessoal, por mais que ocorra de forma coletiva (Morsa Images/Getty Images)
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BússolaPublicado em 28/09/2022 às 14:00.

Por Bússola 

Vivemos a era da infotoxicação, imersos em uma quantidade enorme de informações e pouca efetividade em entender o que estamos de fato consumindo. O desafio para os profissionais é transformar essas informações em aprendizado. E as organizações podem – e devem – estar conectadas com essa jornada de educação.  

Foi pensando nesse espaço de aprendizado nos ambientes de trabalho que a Sputnik identificou quatro tendências para a educação corporativa. Confira a seguir:  

1- Power skills e o aprendizado constante 

Segundo análise do Mckinsey Global Institute, a respeito dos tipos de empregos que serão extintos e criados, 56 habilidades foram identificadas, entre elas tecnológicas, sociais, emocionais e cognitivas superiores. Capacidades estas que levarão a mais empregabilidade, salários maiores e maior satisfação com o trabalho. Diante disso e de um contexto super tecnológico, é impossível pensar que apenas uma formação dará conta de nos manter no mercado. 

“Falamos muito de lifelong learning, mas como enfrentar isso na prática? Para além de hard ou soft skills, é tempo das empresas repensarem de que forma essas habilidades podem ser constantemente desenvolvidas pelos profissionais. Acreditamos que esse deve ser um processo fluido e multidisciplinar, que faz parte da cultura da organização e que vai manter o profissional aprendendo ao longo de toda sua vida”, declara Mariana Achutti, CEO  da Sputnik. 

2- Culturas de aprendizagem - no plural 

Uma organização viva é feita de pessoas e pessoas são plurais. Para consolidar uma cultura de aprendizagem dentro de uma empresa é preciso lembrar que aprender é um processo muito pessoal, por mais que se dê de forma coletiva. Sendo assim, uma cultura engessada e imutável não irá funcionar. 

Pensar em mais de uma cultura é abrir espaço para diferentes formas de ensinar e aprender, é possibilitar que haja flexibilidade e diversidade de experiências e caminhos. Dentro desse processo, as lideranças têm um papel essencial, já que são responsáveis por estimular que esse aprendizado seja constante e que as práticas sejam mantidas e estimuladas. 

3- Meta-aprendizado 

Ser protagonista do processo de aprendizagem é outra parte essencial do desenvolvimento, para que os profissionais diversifiquem o que aprendem e onde aprendem. “O papel das companhias diante disso é o de construir estratégias para sustentar e nutrir uma cultura de aprendizagem que incentive e dê ferramentas para isso. Afinal, toda e qualquer organização deve se tornar uma escola no futuro”, afirma a CEO. 

4- Espaços seguros de troca 

É importante que as organizações promovam e estimulem ambientes de confiança onde a vulnerabilidade é vista como potência, e não como fraqueza. A partir desse estímulo, os profissionais se sentem mais motivados a investir em autoconhecimento, aceitam melhor os seus erros e passam a  ter menos receio de pedir ajuda. "Precisamos cada vez mais de profissionais, gestores e lideranças que sejam facilitadoras, que valorizem a vulnerabilidade, e também a comunicação empática e não violenta", diz Mariana Achutti. 

Para que os ambientes corporativos se tornem de fato um Workplace Learning, um espaço de aprendizado é necessário repensar toda a cultura e fazer com que o conhecimento circule e se adapte às mudanças e aos desafios. 

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