Inteligência artificial tornou-se essencial em dois anos (baona/Getty Images)
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Publicado em 2 de abril de 2026 às 07h00.
Quantas empresas brasileiras se importam com o tema adoção de inteligência artificial? Muitas. 95,2% das organizações a colocam no topo das prioridades para 2026. Segundo os resultados do estudo conduzido pela Avantia com 105 organizações, em sua maioria brasileiras, a IA continuará impulsionando a inovação em 2026.
Os principais setores analisados foram tecnologia, indústria, público, serviços, logística, energia, construção e agronegócio. CEOs, CIOs, CTOs e gestores de segurança afirmaram que iram priorizar os desafios encontrados em 2025, como:
O Relatório de Segurança Eletrônica – Panorama 2025 e Tendências 2026 ainda proporciona uma noção do quanto a IA tornou-se importante para as empresas brasileiras, registrando que apenas 32,8% delas investiram na tecnologia em 2024 – volume 62,4% menor que o registrado em 2025.
"A inteligência artificial consolidou-se como o principal motor de transformação do setor de segurança eletrônica em 2025. Nossa pesquisa mostra que 100% dos participantes consideram a IA relevante para suas operações, com a maioria classificando-a como de altíssima relevância (nota 5)", afirma Silvio Aragão, CEO da empresa.
O levantamento aponta que o setor de segurança eletrônica mantém a trajetória de expansão. Em 2024, o faturamento médio do mercado chegou a R$ 14 bilhões, segundo dados do Panorama ABESE 2024/2025, com crescimento de 16,1%.
O avanço é impulsionado principalmente pela digitalização, pela integração entre segurança física e digital e pela expansão do 5G, que amplia a conectividade de dispositivos IoT, videomonitoramento em alta resolução e soluções em nuvem.
Para 2026, as prioridades estratégicas das organizações estão concentradas em proteção de dados e cibersegurança (62,9%), redução de riscos operacionais (50,5%), inovação tecnológica (44,8%) e eficiência com redução de custos (42,9%).
O relatório aponta ainda que o cenário é otimista para investimentos: 53,3% das empresas pretendem ampliar os aportes em segurança eletrônica, enquanto 39% devem manter os valores atuais e apenas 7,6% indicam redução.
"A cibersegurança deixou de ser apenas uma prioridade operacional e passou a ser uma preocupação estratégica de longo prazo. A menção frequente ao ‘uso malicioso de IA’ demonstra que as organizações estão cientes dos novos vetores de ataque que surgem com a adoção de tecnologias emergentes", conclui o CEO da Avantia.