• AALR3 R$ 20,01 -0.30
  • AAPL34 R$ 70,99 3.76
  • ABCB4 R$ 16,93 1.62
  • ABEV3 R$ 14,23 0.14
  • AERI3 R$ 3,76 -0.53
  • AESB3 R$ 10,81 -1.01
  • AGRO3 R$ 31,09 -1.11
  • ALPA4 R$ 22,80 2.84
  • ALSO3 R$ 19,15 1.59
  • ALUP11 R$ 26,48 -0.08
  • AMAR3 R$ 2,52 -2.70
  • AMBP3 R$ 31,84 -1.58
  • AMER3 R$ 21,57 0.33
  • AMZO34 R$ 3,52 4.14
  • ANIM3 R$ 5,51 -0.72
  • ARZZ3 R$ 83,00 2.13
  • ASAI3 R$ 15,78 -1.93
  • AZUL4 R$ 20,92 -0.14
  • B3SA3 R$ 12,68 2.18
  • BBAS3 R$ 37,07 -1.04
  • AALR3 R$ 20,01 -0.30
  • AAPL34 R$ 70,99 3.76
  • ABCB4 R$ 16,93 1.62
  • ABEV3 R$ 14,23 0.14
  • AERI3 R$ 3,76 -0.53
  • AESB3 R$ 10,81 -1.01
  • AGRO3 R$ 31,09 -1.11
  • ALPA4 R$ 22,80 2.84
  • ALSO3 R$ 19,15 1.59
  • ALUP11 R$ 26,48 -0.08
  • AMAR3 R$ 2,52 -2.70
  • AMBP3 R$ 31,84 -1.58
  • AMER3 R$ 21,57 0.33
  • AMZO34 R$ 3,52 4.14
  • ANIM3 R$ 5,51 -0.72
  • ARZZ3 R$ 83,00 2.13
  • ASAI3 R$ 15,78 -1.93
  • AZUL4 R$ 20,92 -0.14
  • B3SA3 R$ 12,68 2.18
  • BBAS3 R$ 37,07 -1.04
Abra sua conta no BTG

Danilo Maeda: Se quer ir longe, vá em grupo

Interconexão deve ser a base do engajamento de stakeholders, com estratégias considerando a percepção de todos que se relacionam com o negócio
Construa relações honestas e abertas, com o entendimento de que precisamos andar juntos, pois desejamos ir longe (Getty Images/Maskot)
Construa relações honestas e abertas, com o entendimento de que precisamos andar juntos, pois desejamos ir longe (Getty Images/Maskot)
Por BússolaPublicado em 11/01/2022 12:18 | Última atualização em 11/01/2022 12:18Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Por Danilo Maeda*

A interconexão é um dos aspectos mais relevantes da sustentabilidade. Ela traz complexidade e torna a agenda mais difícil, mas também produz beleza e esperança. Temas ambientais, sociais e econômicos impactam uns aos outros em diversos níveis. Desta forma, se a busca por resolver problemas em uma frente desconsiderar essa interdependência, é possível que tais esforços produzam efeitos colaterais negativos.

A pandemia de covid-19 é um bom exemplo dessa complexidade. Fatores sociais, ambientais e econômicos são encontrados desde a origem do vírus até a (falta de) capacidade de diversos governos e culturas em responder ao maior desafio de nossa geração de forma coordenada e eficiente. Os impactos também se dão em diferentes esferas: mortes, sistemas de saúde sobrecarregados, sofrimento psicológico, redução do PIB global, crise financeira, cortes salariais e demissões, entre outros.

A nova onda de contágio provocada pela variante ômicron coloca novamente à prova a resiliência do tecido social. Convivemos com cansaço e flutuações de humor — entre um otimismo esperançoso de que o mundo sairá dessa melhor e uma descrença na nossa capacidade de reação. A complexidade do mundo real demanda um esforço consciente e a construção de parcerias.

Há um provérbio africano que diz “se você quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo”. Não consegui identificar a origem com maior precisão, mas a frase sábia remete a outro aspecto da agenda integrada da sustentabilidade. Não só os temas estão conectados, mas pessoas e organizações também somos interdependentes.

Na gestão, tal entendimento deve ser a base do engajamento de stakeholders, ao tomar decisões estratégicas considerando a percepção — e eventualmente espaço para participação direta — de todos os públicos que se relacionam com o negócio.

Há duas grandes vantagens em atuar desta maneira. A primeira é o mapeamento de riscos, que podem ser resolvidos antes de se tornarem problemas maiores. A segunda é a geração de valor adicional, a partir da percepção antecipada de demandas e necessidades não atendidas. Não à toa, pesquisas têm demonstrado que um trabalho bem feito de relações com partes interessadas está relacionado com melhores resultados financeiros no longo prazo.

Um exemplo prático é o das empresas que abraçam causas consideradas justas por seus stakeholders — com claros benefícios para quem responde à altura. Como temos dito por aqui, a sociedade espera que as empresas sejam parte da solução.

Dado o tamanho dos desafios atuais e futuros, é urgente que a cultura corporativa deixe de mirar os resultados de curto prazo e passe a atuar de forma efetiva nas temáticas que afetam a todos. Aqui, a transformação digital se correlaciona com a pauta do engajamento e da transparência: em um mundo hiperconectado, ações oportunistas são facilmente percebidas e penalizadas. Estamos na Era da Verdade.

As crises que vivemos — além da pandemia temos testemunhado com maior frequência os efeitos negativos das mudanças climáticas e de outras alterações provocadas por seres humanos na natureza — exacerbaram a necessidade de engajamento. Que nossas organizações saibam construir relações honestas e abertas, com o entendimento de que precisamos andar juntos, pois compartilhamos do mesmo planeta e desejamos ir longe; e não cair diante de catástrofes provocadas por nossa própria espécie.

*Danilo Maeda é head da Beon, consultoria de ESG do Grupo FSB

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

Siga a Bússola nas redes: Instagram | LinkedInTwitter | Facebook | Youtube

Veja também