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Como a popularização dos celulares premium afeta o seguro como produto?

Entenda a mudança de comportamento que transformou celulares de luxo em ferramentas essenciais e impulsionou a busca por seguros

No mundo premium, o seguro deixa de ser luxo (Amanz /Unsplash)

No mundo premium, o seguro deixa de ser luxo (Amanz /Unsplash)

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Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 15h00.

Por Tatiany Martins*

O mercado global de smartphones premium cresceu 8% no primeiro semestre de 2025, segundo a Counterpoint Research. É o maior volume já registrado para o período e supera com folga o avanço de 4% do mercado de smartphones como um todo.

A popularização dos modelos mais caros deixou de ser tendência restrita a nichos e passou a refletir uma escolha consciente do consumidor.

Em busca de câmeras melhores, telas superiores, performance robusta e maior durabilidade, milhões de pessoas estão migrando para aparelhos premium

Como resultado, os aparelhos premium já respondem por mais de 60% de toda a receita global de smartphones.

O novo padrão de consumo

A tendência de celulares premium ganha impulso à medida que a tecnologia se torna mais acessível. 

O que era antes luxo passa a ser padrão mínimo para quem trabalha remotamente, para quem cria conteúdo, para quem usa inteligência artificial embarcada, para quem quer simplesmente resolver tudo pelo celular.

A partir do momento em que celulares de alto valor deixam de ser objeto aspiracional e se tornam padrão de consumo, muda também a percepção sobre proteção

Comprar um smartphone premium não é apenas uma decisão de status, mas uma decisão funcional.

Ele passa a ser extensão da vida profissional, financeira e social. E quando um bem se torna caro no bolso e insubstituível na rotina, a preocupação com ele deixa de ser algo acessório.

A necessidade de seguro de celular

É assim que ganha força a busca por mecanismos de proteção. O consumidor que investe milhares de reais num aparelho entende racionalmente que perdas, furtos, quedas, danos de tela e até falhas internas deixam de ser imprevistos remotos e se tornam riscos do dia a dia.

A inevitabilidade dos riscos da vida moderna — e não o marketing — cria a demanda por seguros. E essa demanda cresceu não porque as pessoas ficaram mais temerosas, mas porque ficaram mais conscientes do valor real que carregam no bolso.

O custo da proteção

Todo esse avanço traz um dilema, pois quanto mais sofisticado o aparelho, mais cara a substituição em caso de perda, dano ou roubo. O custo de não proteger o celular, portanto, se torna muito maior do que o de protegê-lo.

A demanda por seguro de smartphone não nasce de uma cultura de cuidado exagerado, mas de uma economia baseada em dispositivos que concentram funções essenciais.

Em outras palavras, proteger o celular não é proteger o aparelho, é proteger o fluxo da vida. 

É evitar perder dados, trabalho, dias de produtividade, acesso a serviços básicos e recursos financeiros. No mundo premium, o seguro deixa de ser luxo e se torna racionalidade econômica.

O movimento global mostra que o valor do smartphone continuará a subir, tanto no bolso quanto no papel que desempenha na vida das pessoas. 

E, nesse cenário, a busca por proteção será cada vez mais natural, previsível e estratégica.

*Tatiany Martins é vice-presidente da Pitzi, insurtech brasileira especializada na proteção de eletrônicos em parceria com varejistas e fabricantes.

 

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