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O raio-X da tecnologia que tenta zerar as filas de especialidades no SUS

Sem exigir aplicativos, solução combina videochamadas leves, hardware customizado em áreas rurais e conexão automática com prontuários oficiais

Plataforma de telessaúde aposta em interoperabilidade para unificar históricos médicos (BSIP/Universal Images Group/Getty Images/Bloomberg)

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Publicado em 26 de junho de 2026 às 07h00.

O Brasil enfrenta gargalos estruturais complexos na saúde pública, marcados por longas filas de espera e pela escassez de médicos especialistas fora dos grandes centros urbanos. Para tentar mitigar a sobrecarga nas redes assistenciais de urgência, municípios de diferentes regiões têm recorrido à telemedicina como ferramenta de triagem primária e descentralização.

Um dos caminhos adotados por administrações locais é a parceria com provedores de telessaúde, como a healthtech CallMed. O sistema conecta pacientes do SUS a mais de 40 especialidades médicas por videochamada direto no navegador de internet, eliminando a necessidade de instalar aplicativos e agilizando as consultas médicas iniciais.

Logística e integração de dados

Para alcançar populações isoladas, o modelo envolve a instalação de totens físicos em áreas rurais. Os equipamentos permitem exames básicos e triagens assistidas, reduzindo a necessidade de transporte intermunicipal de pacientes para polos regionais.

Além do atendimento, o principal foco técnico reside na interoperabilidade. Os dados coletados são enviados diretamente ao Registro Eletrônico de Saúde (RES) e ao SUS Digital. Esse fluxo contínuo mune os gestores públicos com estatísticas de demanda em tempo real, facilitando o planejamento orçamentário.

Modelos fiscais e operacionais

O fluxo operacional começa com o acolhimento na Unidade Básica de Saúde (UBS), que encaminha o paciente à plataforma digital. No aspecto financeiro, os serviços são contratados por hora plantonista, consultas realizadas ou usuários ativos, de acordo com a capacidade fiscal da cidade.

Embora a expansão da telemedicina avance como política de eficiência, gargalos de conectividade local e treinamento técnico ainda são os principais desafios de implementação apontados por especialistas do setor.

"A telemedicina não é o futuro da saúde pública brasileira, ela já é o presente. Vemos, nos municípios onde atuamos, prefeitos e secretários de saúde que finalmente têm nas mãos uma ferramenta capaz de entregar o que sempre prometeram à população: acesso rápido, atendimento qualificado e resolutividade real.", afirma Juan Ramos, CEO da CallMed.

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