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Como a pandemia mudou a forma de fazer mídia?

Os principais investimentos neste ano serão em redes sociais, vídeos, search, streaming, podcasts, mídia nativa, display, OTT e TV conectada
 (Rafael Pera/Revista VIP)
(Rafael Pera/Revista VIP)
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Jaderson Alencar*Publicado em 06/03/2021 às 15:58.

Temos falado há algum tempo da aceleração da transformação digital com o contexto da Covid-19 no mundo. Com o isolamento social necessário, atividades ligadas a educação, consumo, trabalho, entretenimento e até a paquera se tornaram rapidamente menos físicos e mais digitais.

Isso impacta uma mudança importante para a comunicação: a mídia.

Há alguns anos, a mídia digital ainda tinha investimento mediano em relação ao montante total de uma marca ou empresa. Com as pessoas circulando menos nas ruas e mudando seus hábitos de consumo, essa realidade se inverte rapidamente em 2021.

Isso é demonstrado na segunda edição da Pesquisa da IAB-BRASIL com a Nielsen para identificar as mudanças que a pandemia acarretou no mercado de mídia brasileiro. Foram entrevistados 167 executivos (entre anunciantes, agências, veículos e adtechs) para entender este novo comportamento.

Vamos aos dados:

- 63% investem ou investirão mais da metade das verbas agora nos meios digitais.

- 20% inserem mais de 80% de todo seu orçamento na internet.

- 45% têm a intenção de ampliar este investimento ainda mais ao longo de 2021.

- As principais apostas em investimento neste ano serão em redes sociais, vídeos, search, streaming e podcasts, seguidos de mídia nativa, display, OTT e  TV conectada e-mail.

- 14% dos entrevistados querem dar um salto gigantesco do investimento em mídia para influenciadores e criadores de conteúdo digital.

Já imaginávamos o aumento do consumo e, por consequência, do investimento dos anunciantes em mídia digital. Mas o que chama a atenção são alguns dos formatos citados. Streaming, podcasts, mídia nativa e de OTT (over the Top), por exemplo.  A verdade é que precisamos estar atentos ao novo consumo e a novas formas de engajamento que derivam infinitas possibilidades para as marcas.

A criatividade, o uso de dados corretamente e o entendimento claro do seu público aqui são fundamentais. Porque, sem estratégia, também não há mídia. Independentemente de onde ela esteja.

 

*Sócio-diretor de Estratégia da FSB Comunicação

 

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