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Como a Copa do Mundo transforma o aprendizado nas escolas brasileiras

Projetos pedagógicos unem futebol, sustentabilidade e competências socioemocionais para engajar estudantes de diversas idades em todo o país

Copa do Mundo nas escolas: projetos unem futebol, reciclagem e trabalho em equipe (Freepik)

Copa do Mundo nas escolas: projetos unem futebol, reciclagem e trabalho em equipe (Freepik)

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Publicado em 25 de junho de 2026 às 10h00.

Última atualização em 25 de junho de 2026 às 14h37.

De quatro em quatro anos, o Brasil se mobiliza para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Mas, para crianças e adolescentes, o maior evento esportivo do planeta costuma ir muito além da torcida em frente à televisão. Nas escolas, o torneio se transforma em uma oportunidade para ampliar o aprendizado, fortalecer a convivência e desenvolver competências socioemocionais por meio de experiências que conectam o futebol a temas como cultura, geografia, história, sustentabilidade, criatividade e trabalho em equipe.

De campeonatos temáticos a projetos artísticos e colaborativos, educadores têm aproveitado o entusiasmo dos estudantes para criar vivências que tornam o aprendizado mais envolvente e significativo. Confira algumas das ações realizadas por escolas ao longo do mês em clima de Copa do Mundo:

Iniciativas de destaque pelos colégios

Colégio Mira (Niterói/RJ)

Em uma proposta que uniu esporte, cidadania e sustentabilidade, os alunos utilizaram tampinhas arrecadadas em uma campanha solidária para construir uma bandeira do Brasil. A atividade estimulou o trabalho em equipe, o senso de pertencimento e a participação coletiva, mostrando como a Copa pode servir de inspiração para reflexões que vão além dos gramados.

Colégio Contemporâneo (Natal/RN)

O projeto Copa Recreio transformou os intervalos em momentos de integração e diversão. Chute ao gol, embaixadinhas, narração de partidas, torneio de totó e jogo de “bafo” fizeram parte da programação, que incentivou o espírito esportivo, a cooperação, o respeito e a aproximação entre os alunos.

O esporte como ferramenta pedagógica

Colégio Anchieta (Salvador/BA)

Em mais uma ação da Inspira Rede de Educadores, o colégio promoveu um campeonato interclasse temático com abertura oficial, escolha de seleções, uniformes personalizados, bandeiras e torcida organizada. Além das competições, os estudantes participaram de atividades ligadas à cultura, geografia, história e diversidade dos países participantes.

A proposta utilizou o esporte como ferramenta pedagógica para desenvolver disciplina, cooperação, respeito às regras e trabalho em equipe, envolvendo também as famílias na experiência.

Colégio Marília Mattoso (Niterói/RJ)

Alunos do Ensino Fundamental Anos Finais e do Ensino Médio foram responsáveis pela produção das bandeiras dos países participantes da Copa para decorar os espaços da escola. A ação ampliou o contato com diferentes culturas e nações, ao mesmo tempo em que estimulou a criatividade, o protagonismo estudantil e o trabalho colaborativo.

Sustentabilidade, integração e ética esportiva

Colégio Santa Catarina (São Paulo/SP)

Com o projeto “O Santa na Copa”, o Colégio Santa Catarina busca resgatar tradições ligadas ao mundial com atividades voltadas à integração, pertencimento e participação comunitária. A unidade mobilizou alunos, famílias e vizinhança para a pintura de uma das ruas mais tradicionais da Mooca e abriu um espaço próprio para troca de figurinhas, além de promover uma iniciativa de educação ambiental.

Estudantes dos Anos Iniciais produziram lixeiras especiais para a coleta dos chamados liners, os papéis que revestem as figurinhas adesivas e que, muitas vezes, acabam sendo descartados no lixo comum. Após o evento, todo o conteúdo coletado será encaminhado a uma organização para reciclagem.

Colégio Visconde de Porto Seguro (São Paulo/SP)

Aproveitando a febre do campeonato mundial de futebol e dos álbuns de figurinhas, o Colégio Visconde de Porto Seguro criou a Copa Porto. Liderada por 32 professores do Projeto Fair Play — que há três anos trabalha a ética esportiva na instituição —, a iniciativa transformou a rotina dos alunos com trocas de figurinhas e o clássico jogo do “bafo” nos intervalos.

A experiência ganhou força com uma Fan Zone interativa (com chute a gol e futebol sentado) e um torneio de estrutura quase profissional, com direito a cheerleaders e arbitragem pedagógica.

Expandindo esse impacto para além dos muros escolares, os estudantes aliaram esporte, solidariedade e sustentabilidade: doaram mais de 6,5 mil figurinhas ao Hospital Oncológico Infantil Darcy Vargas, superando a marca de 20 mil doações desde 2014, enquanto o campus de Valinhos engajou os jovens na reciclagem do papel descartável dos versos dos adesivos.

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