Com linha exclusiva para agronegócio, Solfácil prevê movimentar R$ 150 mi

Fintech desenhou produto com taxas reduzidas, alongamento de prazos e flexibilização de exigências cadastrais para contratantes rurais
Após rodada de R$ 160 milhões, fintech solar lança nova linha (Reuters/Amanda Perobelli)
Após rodada de R$ 160 milhões, fintech solar lança nova linha (Reuters/Amanda Perobelli)
Por BússolaPublicado em 24/09/2021 10:33 | Última atualização em 24/09/2021 10:33Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A Solfácil, primeira fintech solar do Brasil, anuncia o lançamento de sua nova linha de financiamento dedicada a projetos de energia solar para propriedades rurais, um segmento que responde por cerca de 15% dos sistemas instalados no país, segundo a Absolar. Voltado para pequenos produtores rurais, o produto vai atender agricultores, pecuaristas e outros empreendedores do agronegócio, com expectativa de movimentar R$ 150 milhões em financiamentos. 

A fintech adequou o produto à realidade do cliente rural, cujo fluxo de faturamento costuma ser relacionado com a safra das culturas cultivadas. Por isso, tem prazos de pagamentos mais alongados e taxas de juros inferiores às de linhas para pessoas físicas e jurídicas tradicionais. Outro destaque da linha de financiamento é a quantidade menor de exigências cadastrais e de documentos em comparação com outros bancos, que exigem número de documentos elevado e menos agilidade.

Com este lançamento, a Solfácil se consolida como uma plataforma completa de energia solar, oferecendo opções para 90% do mercado consumidor de energia solar brasileiro, incluindo os principais grupos de clientes — residenciais, pequenas e médias empresas e produtores rurais.

“O agronegócio é um setor muito importante, que cresce ano a ano. Em seu funcionamento, acaba consumindo muita energia para exercer suas atividades diárias tais como bombeamento de água, irrigação e com maquinários agrícolas. A adoção de energia solar minimiza um custo fixo chave e evita flutuações de tarifas que afetam negativamente a competitividade dos produtos”, declara o CEO e fundador da fintech, Fábio Carrara.

A geração de energia solar cresceu 170% no ano de 2020 no país e movimentou mais de R$10 bilhões. Cada vez mais, o brasileiro percebe as vantagens do modelo de financiamento oferecido pela Solfácil. Nele, o consumidor final tem economia imediata ao substituir grande parte da conta mensal de energia elétrica por uma prestação ainda menor — a parcela do financiamento chega a ser 30% inferior à conta de energia tradicional.

No agronegócio isto é uma tendência crescente. Desde 2012, os produtores rurais já investiram cerca de R$3,4 bilhões em energia solar, gerando mais de 21 mil empregos, segundo a Absolar.

“A energia solar é proveniente de uma fonte abundante, renovável e não poluente. Esses fatores são importantes, pois é crescente a preocupação do campo em ter uma produção sustentável e estar alinhado com as melhores práticas do mercado demandadas pelos clientes. Economicamente também faz muito sentido, pois aumenta a previsibilidade dos custos de produção e evita surpresas desagradáveis na conta de luz”, diz Carrara.

A Solfácil recebeu recentemente um aporte de US$30 milhões liderado pelo fundo QED Investors. Os recursos estão sendo utilizados para aumentar a equipe da empresa e lançar novos produtos, como este voltado para produtores rurais. A companhia deve financiar cerca de R$1 bilhão em novos projetos - quase dez vezes o volume movimentado em 2020. Para 2022, a estimativa é de R$2,5 bilhões, com mais de 15 mil clientes financiados nos dois anos somados.

 

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