O High Line em Manhattan: o maior exemplo global de requalificação urbana e inovação (Arq.Futuro./Divulgação)
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Publicado em 2 de abril de 2026 às 18h52.
Três especialistas internacionais ligados a alguns dos projetos de urbanismo mais influentes do mundo desembarcam no Brasil pela primeira vez neste mês.
Alan van Capelle, diretor executivo da Friends of the High Line, Kira Strong, diretora sênior da High Line Network, e o arquiteto paisagista Neil Porter, sócio do estúdio britânico GP+B, estarão em Campinas no dia 14 de abril para o seminário Arq.Futuro - Novas Centralidades Urbanas, no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi.
A presença dos três palestrantes confere à terceira edição do evento uma dimensão inédita na discussão sobre urbanismo brasileira.
Van Capelle e Strong são figuras centrais na trajetória do High Line, o parque linear construído sobre uma antiga ferrovia elevada desativada no coração de Manhattan.
O local se tornou um dos espaços públicos mais visitados de Nova York e uma referência global em requalificação urbana.
O projeto redefiniu a relação entre infraestrutura, paisagem e dinâmica econômica na cidade, ao impulsionar o desenvolvimento imobiliário do entorno e inspirar iniciativas semelhantes em diferentes países.
Neil Porter traz à pauta a perspectiva europeia. À frente do GP+B, escritório de arquitetura paisagista sediado em Londres, ele assina projetos de grande escala.
Estes projetos articulam natureza, mobilidade e espaço público em diferentes contextos culturais e climáticos.
Entre os trabalhos mais conhecidos da equipe estão o Diana, Princess of Wales Memorial Fountain, no Hyde Park, o Parque Central de Valência e o OnE, projeto que conectará pontos turísticos de Paris ao redor da Torre Eiffel.
O portfólio inclui ainda intervenções em Milão, Moscou e Singapura.
A chegada desses nomes ao país coincide com um momento em que o papel dos parques urbanos nas cidades ganha centralidade nas reflexões sobre o planejamento urbano, especialmente na relação entre sustentabilidade e desenvolvimento das cidades.
Mudanças climáticas, crescimento demográfico acelerado e a busca por qualidade de vida colocam as áreas verdes como elementos estratégicos, e não apenas estéticos.
Para Tomas Alvim, cofundador do Arq.Futuro e organizador da iniciativa, a mudança de perspectiva é estrutural.
"Os parques deixaram de ser apenas espaços de lazer e passaram a integrar a infraestrutura das metrópoles. Em um cenário de aumento populacional, pressão ambiental e desigualdade territorial, esses locais tornam-se instrumentos fundamentais de integração e desenvolvimento", afirma.
O seminário divide a agenda em três mesas temáticas ao longo do dia: gestão, governança e convivência; paisagem, arquitetura e infraestrutura; e educação, ativismo ambiental e transformação das cidades.
Van Capelle abre os painéis pela manhã, Porter conduz o bloco da tarde e Strong encerra o encontro.
O painel conta ainda com representantes do poder público, da iniciativa privada e do terceiro setor.
Entre eles a paisagista Isabel Duprat, a secretária de Urbanismo de Campinas, Carolina Baracat, e o diretor da Urbia Parques, Samuel Lloyd.
As duas edições anteriores do Arq.Futuro reuniram mais de dois mil participantes, consolidando a iniciativa como espaço de referência nas análises contemporâneas no Brasil.
A realização em Campinas, cidade com crescente protagonismo no cenário econômico do interior paulista, reforça a proposta de descentralizar os diálogos para além das capitais.
Com patrocínio máster da Iguatemi S.A., o evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas pelo site arqfuturo.cadastro9.com.br.