Brasil

Consórcio liderado pela Zetta vence leilão de R$ 6 bi da nova sede do governo de SP

A oferta foi de 9,62% de desconto sobre a contraprestação mensal que será paga pelo governo do estado para a concessionária

Nova sede do governo de SP: O novo complexo reunirá o gabinete do governador, secretarias e órgãos estaduais (Ópera Arquitetura/Divulgação)

Nova sede do governo de SP: O novo complexo reunirá o gabinete do governador, secretarias e órgãos estaduais (Ópera Arquitetura/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 11h12.

Última atualização em 26 de fevereiro de 2026 às 15h29.

O Consórcio MEZ-RZK Novo Centro venceu o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) para construção e operação do Novo Centro Administrativo estadual.

O grupo é composto pela Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property.

A oferta foi de 9,62% de desconto sobre a contraprestação mensal que será paga pelo governo do estado para a concessionária, fixada em R$ 76,6 milhões.

A outra participante do certame, o consórcio Acciona-Construcap, formado pela espanhola Acciona e pela Construcap, ofereceu 5% de desconto.

O projeto prevê um total de R$ 6 bilhões em investimentos, sendo R$ 3,4 bilhões aportados pelo governo estadual e R$ 2,7 bilhões pelo parceiro privado vencedor da disputa.

O leilão ocorreu em meio a protesto de movimentos por moradia e pessoas que vivem no centro de São Paulo. Eles questionam desapropriações que devem ocorrer por conta da reforma.

A previsão é que pelo menos 600 famílias serão desapropriadas com a nova sede do governo. A Polícia Militar reforçou a segurança do entorno da B3, que também passa por reformas.

A disputa estava inicialmente previsto para o fim de 2025, mas foi adiado e teve o edital republicado após empresas interessadas solicitarem mais prazo para concluir garantias e documentação.

Como será a nova sede do governo de SP

O novo complexo, com mais de 250 mil metros quadrados, reunirá o gabinete do governador, secretarias e órgãos estaduais hoje espalhados por mais de 40 endereços e concentrar cerca de 22 mil servidores. A estrutura será implantada no entorno da Praça Princesa Isabel.

Nova sede do governo: leilão será disputado por dois consórcios (Ópera Arquitetura/Divulgação)

Segundo a administração estadual, a mudança busca modernizar a gestão pública e reduzir custos administrativos, além de impulsionar a atividade econômica e requalificar a região central, frequentemente associada à degradação urbana e à precariedade social.

O projeto inclui o restauro de 17 imóveis tombados e a ampliação em mais de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel.

Estão previstos ainda 25 mil metros quadrados destinados a comércio e serviços, além da construção de um novo terminal de ônibus integrado à Estação Luz do Metrô e da CPTM.

A nova estrutura também contará com teatro, auditórios, salas multiuso e outros espaços de uso institucional.

O complexo deve ser entregue em fases, mas o prazo é até 2031.

Centro administrativo e requalificação urbana

O plano do governo prevê que a transferência do gabinete e das secretarias para os Campos Elíseos funcione como eixo de reorganização da região. A proposta combina concentração administrativa com intervenções urbanas, preservação de patrimônio histórico e ampliação de áreas verdes.

Ao centralizar órgãos hoje distribuídos em dezenas de prédios alugados ou próprios, o governo afirma que pretende racionalizar estruturas, reduzir despesas e fortalecer a presença institucional no centro da capital.

Acompanhe tudo sobre:LeilõesTarcísio Gomes de Freitas

Mais de Brasil

Tempestade em SP causa danos em Congonhas

Tarcísio passa por procedimento no joelho em hospital de São Paulo

Esposa de Moraes nega ter recebido mensagens de Daniel Vorcaro

Tarcísio lidera disputa ao governo de SP no 1º e 2º turno, diz Datafolha