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Apenas 9% das empresas estão preparadas para a reforma tributária

Pesquisa mostra que maioria das empresas ainda não transformou dados fiscais em inteligência para decisões

Pesquisa mostra que poucas empresas atingiram maturidade fiscal para enfrentar as mudanças da Reforma Tributária (Garun Prdt/Shutterstock)

Pesquisa mostra que poucas empresas atingiram maturidade fiscal para enfrentar as mudanças da Reforma Tributária (Garun Prdt/Shutterstock)

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Publicado em 11 de setembro de 2026 às 07h00.

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A Reforma Tributária já começou a mudar a rotina das empresas, mas poucas parecem estar preparadas. Uma pesquisa realizada pela ASIS Tax Tech revelou que apenas 9,2% das organizações atingiram o estágio mais avançado de maturidade fiscal e poderão lidar com as mudanças.

O estágio em questão consiste em tecnologia, inteligência artificial e dados agindo como catalisadores para prever riscos e apoiar decisões. É uma realidade de poucas empresas.

  • 21,5% das empresas ainda trabalham de forma reativa, resolvendo problemas quando eles aparecem.
  • A maioria, 69,3%, está no meio do caminho: estruturou seus processos, mas ainda não transformou informação em inteligência.

Empresas ainda buscam adaptação à Reforma Tributária

O levantamento foi realizado durante o Fórum de Gestão Fiscal e Tributária, da Live University | Confeb, realizado em São Paulo no mês de agosto de 2026, que reuniu profissionais e executivos das áreas fiscal, tributária, jurídica, financeira e de tecnologia.

Preparo entre profissionais muda de acordo com posição

Os analistas, que representam 43,8% da amostra, são quem mais vivenciam a operação no dia a dia. Entre os coordenadores, 30% classificaram suas áreas como reativas.

- Entre os gerentes, esse índice cai para 16,7%, mostrando que a percepção sobre o nível de maturidade varia conforme a posição ocupada.

Também houve diferenças importantes entre os setores

O varejo aparece como o segmento mais avançado, com 12,5% das empresas no nível mais alto de maturidade. Já a indústria concentra o maior percentual de organizações ainda no modelo reativo (25,2%), enquanto grande parte do comércio ficou em uma posição intermediária.

Diante dos números, a ASIS pretende ampliar o levantamento para construir um indicador nacional de maturidade fiscal.

"Nossa intenção é transformar esse levantamento em um termômetro permanente do mercado, permitindo acompanhar onde a adaptação avança, onde ela estagna e quais práticas realmente geram resultados.

Esse tipo de informação é valioso não apenas para as empresas avaliarem o próprio nível de preparo, mas para todo o ecossistema tributário entender onde estão os principais gargalos e desenvolver soluções mais alinhadas às dificuldades que ainda precisam ser enfrentadas”, avalia Ulisses Brondi, CEO da ASIS Tax Tech.

Acompanhe tudo sobre:Reforma tributária

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