Pesquisa mostra que poucas empresas atingiram maturidade fiscal para enfrentar as mudanças da Reforma Tributária (Garun Prdt/Shutterstock)
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Publicado em 11 de setembro de 2026 às 07h00.
A Reforma Tributária já começou a mudar a rotina das empresas, mas poucas parecem estar preparadas. Uma pesquisa realizada pela ASIS Tax Tech revelou que apenas 9,2% das organizações atingiram o estágio mais avançado de maturidade fiscal e poderão lidar com as mudanças.
O estágio em questão consiste em tecnologia, inteligência artificial e dados agindo como catalisadores para prever riscos e apoiar decisões. É uma realidade de poucas empresas.
O levantamento foi realizado durante o Fórum de Gestão Fiscal e Tributária, da Live University | Confeb, realizado em São Paulo no mês de agosto de 2026, que reuniu profissionais e executivos das áreas fiscal, tributária, jurídica, financeira e de tecnologia.
Os analistas, que representam 43,8% da amostra, são quem mais vivenciam a operação no dia a dia. Entre os coordenadores, 30% classificaram suas áreas como reativas.
- Entre os gerentes, esse índice cai para 16,7%, mostrando que a percepção sobre o nível de maturidade varia conforme a posição ocupada.
O varejo aparece como o segmento mais avançado, com 12,5% das empresas no nível mais alto de maturidade. Já a indústria concentra o maior percentual de organizações ainda no modelo reativo (25,2%), enquanto grande parte do comércio ficou em uma posição intermediária.
Diante dos números, a ASIS pretende ampliar o levantamento para construir um indicador nacional de maturidade fiscal.
"Nossa intenção é transformar esse levantamento em um termômetro permanente do mercado, permitindo acompanhar onde a adaptação avança, onde ela estagna e quais práticas realmente geram resultados.
Esse tipo de informação é valioso não apenas para as empresas avaliarem o próprio nível de preparo, mas para todo o ecossistema tributário entender onde estão os principais gargalos e desenvolver soluções mais alinhadas às dificuldades que ainda precisam ser enfrentadas”, avalia Ulisses Brondi, CEO da ASIS Tax Tech.