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Alta da Selic traz cenário positivo para consórcio automotivo

Carta de crédito não sofre impacto negativo com o aumento da taxa de juro

Taxa de administração dos consórcios não tem relação com a Selic (Getty Images/Getty Images)

Taxa de administração dos consórcios não tem relação com a Selic (Getty Images/Getty Images)

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1 de dezembro de 2021, 18h25

O anúncio do aumento da taxa Selic no início de novembro, passando para 7,75%, impacta no custo do crédito para aquisição de bens de consumo, principalmente no setor automotivo. Mas, diferentemente do financiamento, que já sofreu com ajustes por conta de juros, o setor de consórcio não sofre impactos negativos com o aumento da taxa estipulada pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com recente levantamento divulgado pela Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), as vendas de novas cotas nos grupos de veículos — incluindo leves, pesados e motocicletas — avançaram 15,1% no acumulado dos primeiros nove meses de 2020, contabilizando mais de 2 milhões de adesões, perante o 1,79 milhão no mesmo período do ano passado.

"A taxa de administração dos consórcios não tem relação com a Selic. Dessa forma, a atratividade do consórcio aumenta nesse cenário. Além disso, o bem objeto de uma cota de consórcio é geralmente ajustado pela inflação. Isso significa que, se o bem que você deseja ficou mais caro, o seu consórcio também vai valorizar, preservando o seu poder de compra. Essas características do produto, em um cenário de alta de juros e inflação, fazem do consórcio uma ótima alternativa para adquirir algum bem", diz Alexandre Caliman, sócio-diretor da fintech Consorciei, que oferece soluções de inovação para esse mercado.

Esse cenário faz com que os consumidores possam encontrar com maior probabilidade um grupo de consórcio que faça mais sentido que um financiamento na aquisição de um bem. Além do consórcio não sofrer reajuste em épocas de juros altos e de ter o bem objeto ajustado em um cenário de inflação, outra vantagem do formato é não exigir nenhum tipo de entrada. Quando é necessário comprometer um capital inicial, os consórcios são divididos em parcelas, tornando o processo de adesão mais fácil.

Alexandre afirma também que a Consorciei está trazendo inovação financeira na organização dos grupos de consórcio, buscando oferecer uma experiência diferenciada ao cliente, com apoio de tecnologia, além de acompanhar o consorciado e oferecer incentivos que aumentem a probabilidade de atingir seu objetivo, usando ferramentas como gamificação, ainda não exploradas neste setor.