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Alice de Salvo Sosnowski: Como ser um intraempreendedor 

Figura cada vez mais valorizada no mercado de trabalho, o intraempreendedor exerce um papel ativo dentro das organizações da nova economia
Empreender requer algumas competências essenciais (Jovanmandic/Getty Images)
Empreender requer algumas competências essenciais (Jovanmandic/Getty Images)
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Alice de Salvo SosnowskiPublicado em 09/11/2022 às 19:00.

Se você procurar a palavra “Empreender” no dicionário, vai encontrar as seguintes definições: Tentar, Pôr em execução, Realizar. Só a definição do termo já mostra que empreender não é só abrir um negócio próprio, mas significa também a capacidade de realizar.

Foi a partir dessa visão que surgiu o termo “intraempreendedor”. Criado em 1985 pelo consultor Gilfford Pinchot II, o conceito remete à própria definição de empreendedorismo e significa aquele que faz acontecer, realiza projetos, independente de ter uma empresa ou não.

Figura cada vez mais valorizada no mercado de trabalho, o intraempreendedor é o colaborador de uma empresa que assume a responsabilidade direta de transformar uma ideia em algo de valor. Ele se esforça para conhecer a fundo a organização na qual trabalha, entender seus processos e oferecer sugestões para impulsionar o desenvolvimento da empresa.

Diferente do funcionário que batia ponto e esperava ansiosamente o dia da aposentadoria, o intraempreendedor exerce um papel ativo dentro das novas organizações. Para isso, ele precisa desenvolver algumas competências essenciais,
como:

1. Automotivação: para levantar da cama todos os dias, enfrentar os desafios e continuar mesmo com as dificuldades

2. Disciplina: ter ordem para realizar as suas tarefas e cumprir suas metas com método

3. Proatividade: chamar a responsabilidade para si e se dispor a encontrar soluções mesmo quando isso não é uma exigência feita a você

4. Inovação: aprender a observar e identificar oportunidades onde os outros enxergam apenas problemas

5. Tomada de decisão: conseguir tomar decisões no momento certo e com segurança

6. Repertório: ter um excelente base de informações, estar sempre atento, mas saber filtrá-las utilizando somente o que houver de melhor

7. Empatia: se colocar no lugar do outro é essencial para ter a sensibilidade de identificar oportunidades de negociação

8. Relacionamento: a forma como você se relaciona com os demais é crucial para a sua afirmação no mercado de trabalho

9. Execução: conseguir trabalhar aliando qualidade e quantidade, entregar algo positivo para a corporação

10. Persuasão: conseguir convencer outras pessoas a apoiar as suas estratégias, afinal dificilmente se realiza algo sem ajuda

E aí? Se identificou com alguma habilidade? Saiba que esse é um processo que exige autoconhecimento e disposição para aprender. É preciso sair da zona de conforto e exercitar essas soft skills continuamente, como se fossem músculos na academia. Os resultados irão aparecer mais cedo ou mais tarde e com certeza irão mudar a forma como você se relaciona no trabalho, trazendo frutos positivos também para a sua vida pessoal.

*Alice Salvo Sosnowski é jornalista, consultora de negócios e especialista em empreendedorismo e soft skills.

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