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4 executivas discutem o que é preciso para ser líder e mãe

Conheça as estratégias de organização e as redes de apoio que permitem que as executivas conciliem maternidade e crescimento profissional

Executivas debatem o equilíbrio entre maternidade e carreira no cenário corporativo atual (LightField Studios/Shutterstock)

Executivas debatem o equilíbrio entre maternidade e carreira no cenário corporativo atual (LightField Studios/Shutterstock)

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Publicado em 4 de maio de 2026 às 07h00.

Apesar dos avanços na participação feminina no mercado de trabalho, a conciliação entre maternidade e carreira ainda representa um desafio significativo para muitas mulheres.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Pluxee, 60% das mulheres já enfrentaram dificuldades no ambiente de trabalho por serem mães, evidenciando as barreiras estruturais enfrentadas por quem precisa equilibrar múltiplas jornadas.

Cada vez mais mulheres têm buscado caminhos alternativos para se manter ativas profissionalmente, seja por meio do empreendedorismo, da flexibilização da rotina ou da construção de redes de apoio.

A seguir, conheça 4 executivas que compartilham os desafios e aprendizados na conciliação entre maternidade e carreira:

Liderança mais empática, estratégica e consciente

Para Nara Iachan, cofundadora e CMO da Loyalme, startup especializada em soluções de fidelização para grandes empresas, a maternidade trouxe uma nova forma de enxergar a rotina e a liderança feminina, com mais sensibilidade e organização.

“Conciliar múltiplas jornadas não é simples, e o Dia das Mães também é um convite de reflexão sobre esse equilíbrio que tantas mulheres vivem no dia a dia. A maternidade me fez desacelerar em alguns momentos para entender melhor o que realmente faz sentido, tanto no trabalho quanto na vida pessoal.

Passei a organizar minha rotina com mais intenção e estabelecer prioridades com mais clareza. Ao mesmo tempo, essa experiência trouxe uma mudança significativa na minha forma de liderar.

Hoje, tenho um olhar mais empático, mais atento às diferentes realidades e desafios das pessoas do meu time. Isso impacta diretamente na forma como me comunico, tomo decisões e construo relações dentro do trabalho. No fim, é um aprendizado constante, que mistura desafio, adaptação e também muito crescimento”, comenta a executiva.

Revisão de prioridades e novos olhares sobre carreira

Já para Talita Castro, CEO do PiniOn, empresa de pesquisa especializada em dados competitivos e comportamentais, que está vivendo a gestação pela primeira vez, esse momento representa uma fase de preparação e reflexões importantes para as mulheres no mercado de trabalho.

“De cara, a descoberta da gravidez e toda a avalanche física e emocional que ela traz me despertaram um sentimento profundo de empatia por todas as minhas colegas de trabalho que já passaram, ou ainda passarão, por essa experiência.

Mesmo com todos os privilégios da minha posição atual, não é fácil conciliar uma jornada de trabalho normal quando o corpo e a mente estão processando tantas mudanças ao mesmo tempo.

Me solidarizo muito com todas as mulheres que vivenciam esse momento delicado em condições ainda mais extenuantes. Agora, na reta final da gestação, é inescapável refletir sobre a gestão do tempo e das prioridades. Certamente muita coisa mudará na minha rotina com a chegada do meu filho. A perspectiva dessa transformação intimida, mas também empolga, e já me trouxe lições importantes sobre humildade e controle”, analisa a CEO.

Maternidade como força motriz para o crescimento

Para Lisandra Pereira, cofundadora e Diretora Institucional da Aurex, fintech AI-first especializada em câmbio corporativo, a maternidade e carreira não apenas representam sua maior conquista, mas também um ponto de virada na liderança.

“Assumir a responsabilidade por outro ser humano ampliou minha forma de enxergar propósito e direção na carreira. A maternidade não é um obstáculo, mas um impulso que transforma desafios em crescimento.

As demandas são intensas e, muitas vezes, conflitantes. Há dias em que deixar meus filhos em casa e seguir para o trabalho exige um esforço emocional maior, mas aprendi a confiar nas escolhas que faço e a não operar a partir da culpa, e sim da consciência.

O maior aprendizado é não se cobrar excessivamente, entender que não existe perfeição e reconhecer que estamos fazendo o melhor possível em cada momento. Essa experiência fortaleceu minha forma de liderar, trouxe mais clareza sobre prioridades e me ensinou a sustentar minhas decisões com mais segurança.

Hoje, não vejo maternidade e carreira como forças opostas, mas como dimensões que se fortalecem. E tenho convicção de que, no futuro, nossos filhos não apenas compreenderão nossas escolhas, eles se inspirarão nelas”, destaca a executiva.

Organização como pilar da liderança feminina

Enquanto para Nathalia Fujii, head de marca da DEA, agência brasileira que une branding, comunicação e espaços, a maternidade mostrou que organização deixou de ser desejável e passou a ser essencial no equilíbrio da vida das mulheres no mercado de trabalho.

“Eu já era uma pessoa organizada, mas, depois que tive filho, isso se tornou a base para conseguir equilibrar trabalho, família e todos os outros aspectos da vida. Ao mesmo tempo, a maternidade me trouxe mais calma no trabalho.

Aprendi a diferenciar o que é realmente urgente do que se pode esperar. Você passa a entender que o que mais importa está fora dali, em casa, na escola, esperando você voltar. Isso te coloca em outra perspectiva sobre os problemas, as necessidades, a produtividade, e isso muda tudo.

É um aprendizado constante. As crianças nos ensinam sobre presença, sobre olhar para os detalhes e valorizar o momento. E isso transformou não só a forma como vivo, mas também a forma como trabalho”, conclui.

 

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