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3 em cada 10 brasileiros usam IA para entender política e economia

Uso é mais frequente entre jovens da geração Z e pessoas de renda mais alta

A pesquisa da Nexus também revela que 29% dos brasileiros se sentiriam confortáveis em usar IA como apoio para decisões relacionadas à saúde e ao bem-estar.  (gremlin/Getty Images)

A pesquisa da Nexus também revela que 29% dos brasileiros se sentiriam confortáveis em usar IA como apoio para decisões relacionadas à saúde e ao bem-estar.  (gremlin/Getty Images)

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Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 07h00.

3 em cada 10 brasileiros já recorreram à inteligência artificial para entender temas considerados complexos, como política, economia e ciências. 

A pesquisa da Nexus indica que, dos mais de 2 mil entrevistados, 10% afirmam usar as ferramentas com esse objetivo frequentemente, enquanto 20% já utilizaram algumas vezes. 

O uso é mais intenso entre os jovens de 18 a 30 anos, a chamada geração Z: 4 em cada 10 já recorreram à IA para aprender sobre assuntos políticos, econômicos ou científicos considerados mais complexos

No extremo oposto, estão os baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964), entre os quais apenas 13% relatam esse tipo de uso.

O uso de IA em temas complexos também muda de acordo com a renda e a escolaridade do brasileiro: 

  • Entre pessoas com ensino superior completo, 39% usam IA para este fim, 
  • O índice cai para 32% entre quem tem ensino médio, 
  • Para 20% entre aqueles com ensino fundamental.

O mesmo padrão aparece na segmentação por renda: 39% dos que ganham mais de cinco salários mínimos utilizam IA para esse fim, contra 22% entre quem recebe até um salário mínimo.

IA entra nas decisões do dia a dia

A pesquisa da Nexus também revela que 29% dos brasileiros se sentiriam confortáveis em usar IA como apoio para decisões relacionadas à saúde e ao bem-estar. 

Outros 28% afirmam que as ferramentas poderiam ser usadas para automatizar tarefas de trabalho ou estudo, e 23% veem a tecnologia como aliada para aumentar a produtividade.

O uso voltado a trabalho e produtividade é mais comum entre pessoas com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos (35%). 

Já a aplicação da IA em saúde e bem-estar aparece mais entre indivíduos com renda de até um salário mínimo (34%), mulheres e pessoas de 45 a 60 anos (32%).

 

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