Ypê: Novos testes por laboratórios independentes e autorizados pela Anvisa (Ueslei Marcelino/Reuters)
Redação Exame
Publicado em 17 de maio de 2026 às 12h10.
Após a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de manter a suspensão de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da Ypê com lotes final 1, novas medidas serão tomadas.
Enquanto a empresa deverá avançar nas medidas de adequação já aprovadas, a agência se prepara para uma nova inspeção na fábrica e dá continuidade à tramitação do recurso contra a medida.
O órgão também adiou a análise do recurso apresentado pela Química Amparo, responsável pela Ypê, contra a suspensão da fabricação e venda de produtos da marca.
Entre as propostas da empresa estão novos testes, realizados por laboratórios independentes e autorizados pela Anvisa.
No entanto, o que mais preocupa os consumidores – o que fazer com os produtos contaminados em casa – ainda não foi definido.
Confira os próximos passos.
Diante de uma produção parada, milhares de produtos nas casas das pessoas e inspeções, um plano de ação precisou ser traçado para resolver a situação. Entre as novas medidas estão:
Um dos próximos passos será uma nova inspeção da Anvisa na fábrica da empresa, em Amparo, no estado de São Paulo, ainda sem data definida. Segundo o órgão, o objetivo é avaliar o avanço das medidas corretivas adotadas pela empresa.
Em reuniões técnicas, a empresa informou ter apresentado mais de 200 ações implantadas nas linhas de produção e controle.
A Ypê também propôs novos testes em todos os lotes já colocados no mercado, a serem executados por laboratórios independentes e aprovados pela Anvisa. A proposta também busca acelerar a verificação dos produtos que já foram distribuídos.
Além disso, uma das medidas mais aguardadas é a análise do recurso apresentado pela Ypê, que ainda não chegou à fase principal na Anvisa. A reunião mais recente no órgão regulador não avaliou os argumentos apresentados pela empresa sobre a decisão.
De acordo com a agência, o que foi votado foi apenas a retirada do efeito suspensivo automático previsto em lei.
Com isso, as restrições aos produtos seguem em vigor, enquanto o recurso continua tramitando normalmente dentro da agência.
A agência informou que "um plano de gestão para os produtos já distribuídos, incluindo orientações ao consumidor, deve ser apresentado pela fabricante".
Segundo a Anvisa, a adoção de um plano de gerenciamento para os produtos com risco sanitário, previamente validado pela Anvisa, deve reforçar o controle e monitoramento das ações implementadas.
Enquanto isso, a principal recomendação da Anvisa é que as pessoas não usem os itens suspensos e os mantenham lacrados ou bem fechados em local seco e ventilado.