Vélez Rodríguez cai hoje, como sinalizou Bolsonaro?

Presidente afirmou que futuro do ministro da Educação deve ser definido hoje, 8. Vélez se notabilizou por defender o Escola Sem Partido e negar golpe de 64

Na semana em que completa cem dias no cargo o presidente Jair Bolsonaro expurgará um de seus ministros que mais lhe dão dor de cabeça? O presidente Jair Bolsonaro afirmou na sexta-feira que o futuro de Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação, deve ser definido nesta segunda. Ontem, reiterou que “amanhã a gente resolve” o destino do ministro.

A pasta vive uma crise profunda em meio a disputas entre militares, técnicos e seguidores do filósofo Olavo de Carvalho, uma das principais influências do governo. Em três meses no cargo, o colombiano Vélez Rodríguez criou uma série de polêmicas, como quando enviou uma carta a escolas pedindo que o slogan de governo fosse lido pelos alunos, ou quando afirmou que tiraria as referências ao golpe de 64 dos livros didáticos. Também acumulou demissões em cargos fundamentais para a gestão da educação no país.

Na semana passada Bolsonaro culpou a falta de gestão pelos problemas no ministério da Educação. Em entrevista à revista VEJA, a deputada Tábata Amaral (PDT-SP), que ficou famosa ao cobrar Vélez a ir além de uma “lista de desejos”, afirmou que a ideologia contamina as posições da pasta, como no projeto Escola sem Partido. “É uma completa perda de tempo em um país em que os alunos não sabem fazer uma conta”, disse.

Seria a segunda baixa no governo, após a demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, em meados de fevereiro, em meio a uma crise política gerada pela suspeita do uso de laranjas nas eleições. Bolsonaro também sinalizou que deve resolver hoje uma disputa pelo comando da Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (Apex).

Ontem, durante evento em na universidade Harvard, nos Estados Unidos, o vice-presidente Hamilton Mourão confirmou que Bolsonaro anunciará “mudanças” no Ministério da Educação nesta segunda-feira, mas não bateu o martelo na saída de Vélez Rodríguez.

Na noite da quarta-feira, 27/3, a jornalista Eliane Cantanhêde, da GloboNews, anunciou ao vivo a demissão do titular do MEC, para depois ser desmentida tanto pelo ministro quanto pelo presidente. “Sofro fake news diárias como esse caso da ‘demissão’ do ministro Vélez”, escreveu o presidente. Se Vélez de fato cair nesta segunda-feira, Cantanhêde terá distribuído fake news, ou apenas antecipado o fato em 10 dias? Caso o ministro fique onde está, desta vez Bolsonaro não poderá culpar a mídia — foi ele mesmo, afinal, quem espalhou a notícia.

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