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TV Globo confirma datas de sabatina e debate entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno

A emissora fará entrevistas com Lula e Flávio Bolsonaro em 15 e 16/10 e debate em 23/10. Veja como assistir e os temas que devem dominar os encontros

Eleições 2026: Flávio e Lula se enfrentarão em debate na Globo (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)

Eleições 2026: Flávio e Lula se enfrentarão em debate na Globo (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)

Diandra Guedes
Diandra Guedes

Colaboradora

Publicado em 7 de outubro de 2026 às 17h18.

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Antes do segundo turno das eleições presidenciais, que acontece dia 25 de outubro, a TV Globo promoverá entrevistas ao vivo e um debate com Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), os dois candidatos que disputam o pleito.

Os encontros acontecem nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, logo após o Jornal Nacional.

As entrevistas serão nos dias 15 e 16 de outubro e conduzidas pela jornalista Renata Lo Prete. Lula (PT) será entrevistado no dia 15, e Flávio Bolsonaro (PL), no dia 16. A ordem foi definida por sorteio, em reunião com representantes das campanhas.

Os candidatos poderão detalhar propostas, apresentar prioridades para o país e responder a perguntas sobre temas de interesse da população.

As conversas terão transmissão simultânea pela GloboNews e pelo g1. Depois da exibição, a íntegra ficará disponível no Globoplay e no g1.

As entrevistas estavam previstas para 8 e 9 de outubro e foram adiadas.

De acordo com a imprensa, a mudança partiu da própria emissora, para que os dois candidatos fossem exibidos na mesma semana, em condições parecidas de audiência.

Debate será no dia 23

No dia 23 de outubro, dois dias antes da votação, a Globo realiza o último debate do segundo turno. Lula e Flávio foram convidados. O encontro será mediado pelo jornalista César Tralli e começa logo após o Jornal Nacional.

O debate será transmitido ao vivo pela TV Globo e acompanhado simultaneamente pela GloboNews e pelo g1, que disponibiliza o conteúdo para o mundo todo. No Globoplay, o público assiste ao sinal da TV Globo em simulcast. Depois, a íntegra ficará no g1.

Até a publicação desta matéria, as campanhas ainda não tinham confirmado presença nos debates do segundo turno. Antes da Globo, a Record programou um debate para 11 de outubro, e a Band, para 18 de outubro.

No primeiro turno, os dois candidatos não se enfrentaram. A Globo cancelou o debate marcado para 1º de outubro, citando insegurança jurídica após decisões da Justiça Eleitoral e do STF. Lula e Flávio foram entrevistados pelo Jornal Nacional entre 24 e 29 de agosto.

Quais devem ser os temas debatidos por Lula e Flávio?

A Globo não divulgou uma lista de temas, mas os programas de governo registrados no TSE e as falas dos candidatos na campanha mostram o que deve dominar as conversas.

O primeiro turno terminou com Flávio em primeiro, com 47,03% dos votos válidos, e Lula com 45,16%. Foram 2,2 milhões de votos de diferença, e os dois defendem projetos bem diferentes para o país.

Economia e impostos

Lula defende um Estado mais ativo para estimular o crescimento e reduzir desigualdades. Quer manter o novo arcabouço fiscal, reforçar a política industrial e fazer com que os mais ricos paguem proporcionalmente mais impostos.

Flávio aposta na iniciativa privada. O programa dele promete um "grande tesouraço", com menos ministérios, corte de gastos, redução da carga tributária e privatizações. Ele também quer rever a reforma tributária aprovada em 2023.

Trabalho e escala 6x1

Lula propõe o fim da escala 6x1, com jornada de 40 horas semanais sem redução de salário. Também defende a valorização do salário mínimo, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o combate à pejotização.

Flávio prefere que trabalhadores e empresas negociem a jornada, com pagamento proporcional às horas trabalhadas. Propõe ainda reduzir gradualmente o custo da contratação e dar mais força ao que for negociado entre as partes.

Segurança pública

Lula fala em asfixiar financeiramente as facções, ampliar o Sistema Único de Segurança Pública, reforçar a inteligência e a atuação da Polícia Federal e ampliar o controle de armas e munições.

Flávio propõe endurecer as penas e classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações narcoterroristas.

Também defende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, construir cinco presídios de segurança máxima inspirados no Cecot, de El Salvador, e criar um sistema nacional de reconhecimento facial com mais de 1 milhão de câmeras.

STF, anistia e democracia

Flávio promete anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro e ao pai, Jair Bolsonaro. Propõe mandatos para ministros do STF, limites às decisões individuais e novas regras de indicação. Também defende o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Lula defende manter a punição dos responsáveis. O programa dele não prevê mudanças no Supremo, mas o presidente já se disse favorável a mandatos. Nesta semana, o presidente do PT afirmou que Lula avalia tirar da Presidência a indicação de ministros do STF.

O tema ganhou peso porque o próximo presidente poderá indicar ao menos três ministros da Corte. O caso Banco Master, que envolveu um contrato do escritório da mulher de Moraes com a instituição, também entrou na disputa. O ministro nega irregularidades.

Política externa

Lula critica o que considera ingerência dos Estados Unidos em assuntos brasileiros e quer fortalecer o Mercosul e o Brics.

Flávio defende uma diplomacia pragmática, a retomada da adesão do Brasil à OCDE, mais abertura comercial e reaproximação com EUA, Argentina e Israel.

Educação, saúde e meio ambiente

Na educação, Lula aposta em creches, ensino em tempo integral e no Pé-de-Meia. Flávio defende o método fônico de alfabetização, escolas cívico-militares e vouchers quando faltarem vagas na rede pública.

Na saúde, os dois falam em prontuário único e telemedicina, mas Flávio quer um papel maior para o setor privado.

No meio ambiente, Lula promete zerar o desmatamento líquido até 2030, e Flávio, zerar o desmatamento ilegal até 2029. O senador também já defendeu flexibilizar regras ambientais.

Há pontos em comum: os dois programas preveem ampliar ferrovias, universalizar o saneamento e usar inteligência artificial nos serviços públicos.

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