Transposição sem pai; Meirelles e Moro…

Luz cara

Os brasileiros pagaram 1,8 bilhão de reais a mais na conta de luz em 2016. O valor corresponde à energia que deveria ter sido entregue pela usina nuclear de Angra 3, cujas obras estão paralisadas e sem data para ser concluídas. O erro foi da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que afirmou que os consumidores não serão prejudicados porque o valor pago indevidamente será ressarcido por meio de descontos nos reajustes tarifários deste ano. Além disso, o montante será corrigido pela taxa Selic.

Meirelles depõe a Moro

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, depôs nesta sexta-feira como testemunha de defesa arrolada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Presidente do Banco Central durante os dois mandatos do petista, Meirelles disse ao juiz federal Sergio Moro, por meio de videoconferência, que não teve conhecimento de “práticas indevidas” de Lula durante o período em que integrou seu governo. “Minha relação com o presidente Lula era totalmente focada em assuntos relativos ao Banco Central e à política econômica e nessa interação eu nunca vi ou presenciei nada que pudesse ser identificado como algo ilícito”, disse. A oitiva faz parte da ação penal da qual Lula é réu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido um tríplex da OAS no Guarujá (SP).

Sem propaganda

Durante a audiência, Moro barrou uma das perguntas do advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins. Ele indagava ao ministro se o governo de Lula “trouxe benefícios ao país” ou se foi “um governo que tenha buscado benefícios pessoais aos governantes e pessoas do alto escalão do governo”. “Vou indeferir essa pergunta, doutor, não é uma pergunta apropriada, perguntando a opinião da testemunha. Ela responde sobre fatos, apenas. A impressão é que a defesa está fazendo propaganda política do governo anterior, não é apropriado, aqui existe um objeto de acusação bem delimitado”, justificou o magistrado.

Sem rosto

Advogados de executivos da Odebrecht se movimentam para evitar que os vídeos em que os delatores da Operação Lava-Jato prestam depoimento ao Ministério Público Federal sejam divulgados à imprensa. Há receio por parte dos defensores de que os ex-funcionários da empreiteira baiana sejam reconhecidos e sofram represálias. Os defensores não pretendem barrar a publicidade do conteúdo dos acordos, mas vão pedir para que seja evitada a exposição dos executivos por meio dos vídeos. Os defensores argumentam que a Lei de Organização Criminosa (12.850) prevê em seu artigo 5º que o colaborador tem direito a ter nome, qualificação, imagem e demais informações pessoais preservados. O pedido dos advogados acontece às vésperas da data esperada para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, envie ao Supremo os pedidos de inquéritos derivados da delação. A expectativa é que Janot peça, junto com os inquéritos, que o sigilo sobre os depoimentos dos executivos seja retirado.

Sem pai

O presidente Michel Temer voltou a dizer, nesta sexta-feira, que a transposição do rio São Francisco é uma obra sem “pai”. A fala acontece em meio a uma disputa de diversos políticos pelos louros da obra, que começou no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O discurso aconteceu na inauguração do Eixo Leste, em Monteiro, na Paraíba. O presidente foi alvo de protesto na cidade. Sob gritos de “fora, Temer”, ao notar que os manifestantes estavam no sol, disse: “eles estão no sol, certa e seguramente, ao final do dia eles vão se banhar com as águas da transposição do Rio São Francisco, tenho certeza disso”.

Planos suspensos

A Agência Nacional de Saúde suspendeu a operação de 35 planos no país. A medida é relativa às reclamações por problemas de cobertura assistencial, como negativas e demora no atendimento, recebidas no último trimestre de 2016.

Doria diz não

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) que vem sendo cogitado como possível candidato ao Palácio do Planalto em 2018, disse que ficará os quatro anos de mandato como prefeito. Enfático, ele negou que vá concorrer tanto ao governo do estado como à presidência. O discurso aconteceu em uma reunião com representantes de associações de moradores de áreas nobres da cidade. Muitos dos presentes pediram que o prefeito reconsiderasse a afirmação e se colocasse como candidato à presidência. Doria admitiu ficar feliz com os elogios, mas disse que vai ‘prefeitar’. “Fui eleito para ser prefeito e vou ‘prefeitar’ pelos quatro anos. Trabalhando em dobro como estamos fazendo, quatro anos vão significar oito, está muito bom”.

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