Dias Toffoli: ministro do STF se declarou suspeito e deixou relatoria de ação sobre CPI do Banco Master. (Andressa Anholete/STF/Flickr)
Repórter
Publicado em 12 de março de 2026 às 06h03.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para relatar um mandado de segurança que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master na Câmara dos Deputados do Brasil.
Em despacho publicado na noite desta quarta-feira, 11, o magistrado afirmou que deixa o caso por “motivo de foro íntimo”. Com a decisão, o processo foi redistribuído e passou para o ministro Cristiano Zanin.
O pedido havia sido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), que solicitou ao Supremo que determine ao presidente da Câmara, Hugo Motta, a instalação da CPI.
No despacho, Toffoli ressaltou que já foram “definitivamente afastadas quaisquer hipóteses” de suspeição ou impedimento em sua atuação nos processos ligados à Operação Compliance Zero, investigação cuja fase mais recente levou à segunda prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
O ministro também mencionou a nota oficial do STF que informou sua saída da relatoria do caso relacionado ao Banco Master por iniciativa própria. Segundo ele, a manifestação da Corte indicou que não haveria impedimento para eventual participação no julgamento do processo no plenário ou na Segunda Turma do Supremo.