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The Economist "traduz" português para estrangeiros com humor

Blog da publicação britânica fez uma espécie de dicionário bem-humorado sobre o que os brasileiros realmente querem dizer quando falam sim, não, “chego em 10 minutos”, e mais

São Paulo – Não basta dominar a língua: diferenças culturais também podem ser um grande entrave para a comunicação entre duas pessoas de nacionalidades diferentes. Pensando nisso, o blog “Johnson”, da britânica The Economist, publicou uma espécie de “Guia para estrangeiros entenderem brasileiros”.

É uma tentativa de explicar a quem é de fora o que deve ser entendido quando um brasileiro diz "sim", "não", “chego em 10 minutos”, “a gente se vê”, entre outros. 

O pequeno guia, publicado na semana passada, é feito de 10 situações. Veja duas delas:

O que brasileiros dizem: Estou chegando
O que estrangeiros ouvem: Ele está chegando
O que brasileiros quiseram dizer: Acabei de sair

O que brasileiros dizem: A gente se vê, vamos manter contato, tá?
O que estrangeiros ouvem: Ele gostaria de manter contato (embora, confusamente, parece que não trocamos informações)
O que brasileiros quiseram dizer: Não mais do que um britânico quando diz: “tempo bom, não é?”

O resultado, mais do que ofender, foi percebido como hilário tanto por quem nasceu aqui, como quem veio de fora e conheceu o modo de vida nacional.

“Sou professor de inglês e você (blog da Economist) está absolutamente 100% certo! Ri muito”, disse um usuário que se identifica como brasileiro na parte de comentários do site britânico.

Já outro reclama, no mesmo espaço, do que considera estereótipos.

“Estereotipar pessoas para ter um assunto para um artigo é uma fórmula muito antiga. Estou surpreso que a "The Economist" mostre visões tão superficiais”, disse, sem identificar a origem.

Mas um britânico naturalizado brasileiro discordou: “Não é estereotipar, apenas fazer graça de alguns traços culturais conhecidos, em que os próprios brasileiros se reconhecem e acham engraçado”, defendeu.

O material feito para o blog sobre línguas contou com a colaboração dos correspondentes da The Economist no Brasil. Antes, o mesmo endereço havia feito graça dos hábitos culturais dos ingleses.

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