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Temer diz que houve tentativas de paralisar o País

O presidente ainda defendeu a reforma federativa para que Estados e municípios tenham mais recursos em seus caixas

Michel Temer: em visita a Itu, ele salientou que seu governo reforçou a autonomia dos Estados (Marcos Corrêa/PR/Agência Brasil)

Michel Temer: em visita a Itu, ele salientou que seu governo reforçou a autonomia dos Estados (Marcos Corrêa/PR/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 15 de novembro de 2017 às 13h05.

São Paulo - O presidente Michel Temer (PMDB) disse nesta quarta-feira (15) que, embora veja pessoas preocupadas "com o que vem acontecendo no Brasil", as instituições seguem funcionando com "tranquilidade e independência" no País.

Ao falar das pressões que sua gestão enfrenta, nesses 16 meses em que está à frente do Palácio do Planalto, o peemedebista frisou: "a caravana passou tranquilamente, mesmo com tentativas de paralisar nosso governo."

Na visita que faz a Itu, interior paulista, no feriado da Proclamação da República, Temer salientou que seu governo reforçou a autonomia dos Estados e socorreu municípios em dificuldade fiscal com a distribuição de parte da multa obtida no programa de repatriação de recursos depositados ilegalmente no exterior.

O presidente aproveitou ainda para defender a reforma federativa para que Estados e municípios tenham não apenas maior autonomia, mas também mais recursos em seus caixas.

Temer fez o discurso durante a cerimônia de entrega do título de cidadão ituano ao advogado José Eduardo Bandeira Mello. Amigo de Temer, o homenageado afirmou em seu discurso que nunca um presidente foi tão traído quanto o peemedebista.

Após lembrar da aprovação do novo regime fiscal que estabeleceu um teto aos gastos públicos, Bandeira Mello considerou que Temer mexeu em "vespeiros e maribondos com venenos poderosos" ao realizar a reforma trabalhista e liquidar um "criadouro de pelegos", referindo-se ao fim do imposto sindical. "O presidente Temer não está buscando aplausos da população, mas sim o que o País precisa. Quem pensa assim não é um político mas sim um estadista". O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), também participou do evento.

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