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Temer: 24 horas e 84 perguntas

As próximas 24 horas já seriam longas para o presidente Michel Temer, que exatamente às 19h de terça-feira começa a ser julgado, junto com a colega de chapa Dilma Rousseff, no Tribunal Superior Eleitoral. Os sete ministros vão decidir se houve abuso de poder econômico nas eleições presidenciais de 2014, e podem apear Temer do cargo. Agora surgiu um fato […]

MÃOS À OBRA: se o presidente vai de fato responder as questões, é melhor começar já  / Ueslei Marcelino/ Reuters

MÃOS À OBRA: se o presidente vai de fato responder as questões, é melhor começar já / Ueslei Marcelino/ Reuters

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Da Redação

Publicado em 5 de junho de 2017 às 18h52.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 18h55.

As próximas 24 horas já seriam longas para o presidente Michel Temer, que exatamente às 19h de terça-feira começa a ser julgado, junto com a colega de chapa Dilma Rousseff, no Tribunal Superior Eleitoral. Os sete ministros vão decidir se houve abuso de poder econômico nas eleições presidenciais de 2014, e podem apear Temer do cargo.

Agora surgiu um fato novo que aumenta a pressão sobre o presidente. Por volta das 16h30 desta segunda-feira a Polícia Federal entregou ao advogado de Temer um questionário com 84 perguntas que devem ser respondidas em 24 horas. A maioria das perguntas é sobre o áudio gravado pelo empresário Joesley Batista na calada da noite do dia 7 de março. Temer é suspeito de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.

Entre as perguntas está uma revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, sobre Temer ter afirmado que não dá para levar Joesley a sério por ser um “conhecido falastrão”. A pergunta: ‘qual o motivo, então, para tê-lo recebido em sua residência, em horário não usual, em compromisso extraoficial e sem que o empresário tivesse sido devidamente cadastrado quando ingressou às instalações do Palácio’. O presidente tem o direito de não responder as questões.

O envio das perguntas um dia antes do julgamento reforça o discurso da defesa de Temer, que afirma que a Polícia Federal e o Ministério Público tentam constranger e influenciar a corte pela condenação. Em outra frente, a Associação de Juízes Federais criticou em nota a “estratégia” montada pela base aliada do governo para “constranger” o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. O ministro foi questionado sobre sua relação com Ricardo Saud, executivo do grupo J&F que fechou acordo de delação premiada.

“A sociedade brasileira não permitirá que o processo de depuração e limpeza pelo qual passam as Instituições seja barrado por práticas políticas imorais ou que impliquem represálias a magistrados”, diz o texto. No meio da guerra de versões, o TSE começa a selar o destino de Temer em 1.440 minutos.

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