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TCU 'tem de ser duro', diz novo presidente

Benjamim Zymler também salientou que o Brasil não vai retroceder na fiscalização de obras do governo

Benjamim Zymler tocou nas feridas da relação entre o TCU e o Planalto (AGÊNCIA BRASIL)

Benjamim Zymler tocou nas feridas da relação entre o TCU e o Planalto (AGÊNCIA BRASIL)

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Da Redação

Publicado em 9 de dezembro de 2010 às 08h27.

Brasília - Foi marcada por um clima de saia-justa a posse do novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamim Zymler. Diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente eleita, Dilma Rousseff, convidados da festa, Zymler tocou nas feridas da relação entre o tribunal e o Planalto.

Durante seu discurso, ele disse que o País não vai retroceder na fiscalização de obras do governo. “O aperfeiçoamento das auditorias passou a ser a marca registrada do TCU junto à sociedade. Não há por que retroceder nesse campo. Pelo contrário torna-se imprescindível a contínua melhoria dessa atividade.”

Zymler afirmou que há uma percepção de que o TCU é “duro” na fiscalização de obras públicas. “E tem de ser duro”, disse. “Isso significa algum tipo de problema pontual, mas a perspectiva de longo prazo é a de melhoria de gestão do próprio governo.”

Nos últimos anos, Lula e ministros influentes do governo acusaram o tribunal de extrapolar suas funções, interferindo nos assuntos do Executivo. As reclamações do presidente ocorreram quando o TCU divulgou relatórios apontando indícios de irregularidade grave, sobrepreço e direcionamento de licitações em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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