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Reeleito em São Paulo no primeiro turno, Tarcísio põe a vitória a serviço de Flávio

Governador bate Haddad pela segunda vez, agora com mais de 60% dos votos válidos, e usa o discurso para convocar apoiadores para a disputa presidencial

Tarcísio de Freitas: governador de São Paulo foi reeleito no primeiro turno com mais de 60% dos votos válidos. (Pablo Jacob/Governo do Estado de SP/Flickr)

Tarcísio de Freitas: governador de São Paulo foi reeleito no primeiro turno com mais de 60% dos votos válidos. (Pablo Jacob/Governo do Estado de SP/Flickr)

Lia Rizzo
Lia Rizzo

Editora ESG

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 21h44.

Última atualização em 4 de outubro de 2026 às 21h52.

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Tarcísio de Freitas (Republicanos) seguirá no comando de São Paulo até 2030. A reeleição foi confirmada neste domingo, 4, e dispensa o estado de voltar às urnas em 25 de outubro para escolher governador.

Com 90,02% das seções apuradas, ele tinha 62,85% dos votos válidos, ante 36,22% de Fernando Haddad (PT). A distância entre os dois mais que dobrou em quatro anos.

Em 2022, Tarcísio só derrotou o petista no segundo turno, por 55,27% a 44,73%. Agora abriu mais de 26 pontos e encerrou a disputa de uma vez, o que não acontecia em São Paulo desde a reeleição de Geraldo Alckmin, em 2014.

O avanço se repetiu na capital. Haddad havia sido o mais votado na cidade na eleição anterior e desta vez ficou atrás do adversário, que chegou a 52,67%.

Palanque para Flávio

No pronunciamento da vitória, porém, o segundo mandato quase não apareceu.

Diante de aliados reunidos em uma casa de eventos no bairro Itaim Bibi, zona nobre de São Paulo, entre eles o prefeito Ricardo Nunes (MDB), Tarcísio preferiu falar da corrida ao Planalto, que terá Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) frente a frente no segundo turno.

"São Paulo vai ser decisivo, podem ter certeza. Vai eleger Flávio Bolsonaro Presidente da República", afirmou. O governador avisou que a mobilização continua pelas próximas três semanas e atacou o partido do presidente, que segundo ele "não tem mais nada pra apresentar ao nosso país".

Antes, o primeiro agradecimento foi para Jair Bolsonaro, de quem Tarcísio foi ministro antes de estrear nas urnas. O ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, e o governador tratou a situação como passageira.

"O tempo da justiça está chegando. O tempo da virada está chegando", disse.

Tarcísio também comemorou o resultado para o Senado. Guilherme Derrite (PP), seu ex-secretário de Segurança Pública, e André do Prado (PL) ficaram com as duas vagas em disputa no estado.

O governador disse que São Paulo passa a ter "três senadores alinhados" e que eles "vão ajudar a reestabelecer o sistema de freios e contrapesos do Brasil".

O ex-ministro Ricardo Salles (Novo) acompanhou a apuração no mesmo local. Ele retirou a candidatura ao Senado na última semana de campanha, a pedido de Tarcísio.

Ao chegar, disse que não descarta um cargo no governo paulista, mas que o tema não fez parte da conversa que o levou a desistir.

Tarcísio foi cotado para a Presidência durante boa parte do mandato e optou por disputar a reeleição. A vitória em turno único o deixa livre para fazer campanha por Flávio no estado com o maior eleitorado do país.

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