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Suspeito de ter repassado rojão é preso no Rio

A polícia tentará resgatar a página do suspeito nas redes sociais e averiguar seus contatos na intenção de identificar o atirador do rojão


	Polícia Civil do RJ: a Polícia Civil abriu inquérito e indiciou Fábio Raposo por suspeita de tentativa de crime de homicídio
 (Wikimedia Commons)

Polícia Civil do RJ: a Polícia Civil abriu inquérito e indiciou Fábio Raposo por suspeita de tentativa de crime de homicídio (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 9 de fevereiro de 2014 às 09h19.

Rio - O tatuador Fábio Raposo, de 22 anos, suspeito de participação no lançamento do rojão que feriu gravemente o cinegrafista da Bandeirantes, Santiago Andrade, foi preso na manhã deste domingo (9). Ele foi localizado na casa dos pais, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. A polícia cumpriu um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

Neste sábado (8), a Polícia Civil abriu inquérito e indiciou Fábio Raposo por suspeita de tentativa de crime de homicídio, qualificado por uso de explosivo, e crime de explosão durante o protesto da última quinta-feira (6). Raposo se apresentou espontaneamente à polícia e contou ser ele a pessoa que aparece nas imagens entregado o rojão ao homem que atirou o artefato. O tatuador disse desconhecer o atirador do rojão, mas a polícia não se convenceu com a declaração. Se consumados os crimes, o jovem pode pegar até 35 anos de prisão.

"A versão do senhor Fábio é no mínimo fantasiosa. Ele está tentando se justificar pelo injustificável", disse o delegado da 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão) Fábio Pacífico, que colheu depoimento, em entrevista ao RJTV, da TV Globo. O estado de saúde do cinegrafista é grave.

Raposo tem histórico de registro em atos violentos em manifestações nas 5ª e 14ª delegacias de polícia do Rio de Janeiro por danos ao patrimônio público, ameaça e formação de quadrilha.

A polícia tentará resgatar a página de Raposo nas redes sociais e averiguar seus contatos na intenção de identificar o atirador do rojão. Ao delegado Maurício Luciano, Raposo contou que estava no protesto quando viu uma pessoa derrubar um artefato no chão. Ele pegou o rojão e ficou com o artefato por alguns minutos, até que um rapaz de camiseta cinza, que Raposo diz desconhecer, lhe pediu o rojão. O tatuador entregou o artefato, que foi aceso pelo suposto desconhecido.

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