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Mário Frias nega contradição sobre financiamento de Vorcaro a filme sobre Bolsonaro

Produtor do filme sobre Bolsonaro admite repasses da Entre Investimentos, empresa que teria ligação com banqueiro

Mário Frias, secretário de Cultura (Redes Sociais/Reprodução)

Mário Frias, secretário de Cultura (Redes Sociais/Reprodução)

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 14 de maio de 2026 às 18h28.

Última atualização em 14 de maio de 2026 às 18h35.

Produtor-executivo do filme 'Dark Horse', produção brasileiro-americana sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) voltou a se manifestar sobre o vazamento da comunicação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master.

Após reportagem do The Intercept Brasil ter revelado áudios e mensagens em que Flávio cobrava de Vorcaro o repasse de valores para financiar o filme, Frias havia dito, ainda na noite de quarta-feira, que o filme não recebera dinheiro de Vorcaro, o que contradizia o próprio senador Bolsonaro. O presidenciável do PL admitiu ter contatado o dono do Master para cobrar os valores.

Mário Frias diz que "não há contradição material entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento".

Nesta quinta, Frias disse que os pagamentos eram feitos por meio da Entre Investimentos e Participações. De acordo com o portal The Intercept Brasil, a empresa foi usada por Vorcaro  para fazer pagamentos ao fundo americano Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e cujo agente legal é um escritório que representa o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foram pagos pelo menos R4 61 milhões, de acordo com o The Intercept Brasil.

"Quando afirmei anteriormente que não há 'um centavo do Master' no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta", afirma Frias.

"Reitero que o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro não têm sociedade no filme nem na produtora ou com qualquer outra estrutura ligada ao filme, tendo apenas autorizado o uso de direitos de imagem da família. Também reafirmo que todo o dinheiro captado foi utilizado exclusivamente na produção do filme Dark Horse, projeto realizado com capital privado e sem qualquer recurso público", conclui a nota.

Procurada, a Entre Investimentos e Participações não se manifestou.

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