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STJ determina que rótulos avisem sobre variação nutricional

Normas da Anvisa determinam a informação nutricional, autorizando a tolerância de até 20% a mais ou a menos nos valores de nutrientes declarados no rótulo


	Informação nutricional: MPF abriu ação civil pública após apurar irregularidades na rotulagem de produtos light e diet
 (Arquivo/Editora Abril)

Informação nutricional: MPF abriu ação civil pública após apurar irregularidades na rotulagem de produtos light e diet (Arquivo/Editora Abril)

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Da Redação

Publicado em 29 de setembro de 2016 às 21h23.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (<a href="https://exame.com.br/topicos/anvisa"><strong>Anvisa</strong></a>) exija dos fabricantes de alimentos a inclusão de advertência de que os valores nutricionais informados nos rótulos dos produtos podem variar em até 20%, para mais ou para menos.</p>

A decisão foi tomada esta semana pela Segunda Turma do STJ a partir de ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF). Após apurar irregularidades na rotulagem de produtos light e diet, o MPF ajuizou ação para que a Anvisa, que tem a prerrogativa de normatizar e fiscalizar os produtos alimentícios, exigisse essa advertência nos rótulos.

O ministro do STF Herman Benjamin, relator do caso no tribunal, considerou que o consumidor tem o direito de ser informado no rótulo dos produtos alimentícios da existência dessa variação nos valores nutricionais, “principalmente porque existe norma da Anvisa permitindo essa tolerância”.

Normas da Anvisa determinam a informação nutricional e a rotulagem de alimentos, autorizando a tolerância de até 20% a mais ou a menos nos valores de nutrientes declarados no rótulo.

O ministro relator ainda ressaltou que o direito à informação é assegurado pela Constituição Federal e que os rótulos são mudados com muita frequência, o que significa que a alteração não representará grande dificuldade para os fabricantes.

Procurada pela Agência Brasil, a Anvisa disse que não foi intimada a respeito da decisão. “A Agência está estudando as possibilidades recursais para o caso”, informou, em nota.

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