Brasil

STF dá cinco dias para Cunha entregar defesa prévia

De acordo com a decisão, o interrogatório de Cunha será feito ao fim da tramitação da ação penal, que ainda não tem previsão ocorrer


	Eduardo Cunha: em maio, o Supremo concordou que Cunha não tem condições de ocupar o cargo de presidente da Câmara
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Eduardo Cunha: em maio, o Supremo concordou que Cunha não tem condições de ocupar o cargo de presidente da Câmara (Ueslei Marcelino/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de junho de 2016 às 20h52.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki concedeu prazo de cinco dias para que o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresente defesa prévia na ação penal a que ele responde no tribunal.

De acordo com a decisão, assinada na terça-feira (7), o interrogatório de Cunha será feito ao fim da tramitação da ação penal, que ainda não tem previsão ocorrer.

Em março, a maioria dos ministros da Corte, seguindo o voto de Teori Zavascki, entendeu que há indícios de que Cunha recebeu US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sondas da Petrobras e determinou abertura de ação penal.

Em maio, o Supremo referendou liminar proferida pelo ministro e concordou que Cunha não tem condições de ocupar o cargo de presidente da Câmara.

Segundo o relator, o parlamentar atua com desvio de finalidade para promover interesses espúrios.

Durante o julgamento, Zavascki citou casos envolvendo a CPI da Petrobras e o processo a que Cunha responde no Conselho de Ética da Câmara, nos quais o deputado é acusado de usar requerimentos apresentados por aliados para se beneficiar.

No dia 2 de junho, o Supremo negou recurso do presidente afastado contra abertura de ação penal na qual ele passou à condição de réu nas investigações da Operação Lava Jato.

No recurso, os advogados de Cunha afirmaram que há no texto final do julgamento “obscuridade, dúvida e contradição” e pediram que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) fosse integralmente rejeitada.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilCâmara dos DeputadosEduardo CunhaSupremo Tribunal Federal (STF)

Mais de Brasil

Escala 6x1: Lula confirma reunião com Motta e critica transição gradual de redução de jornada

Definição da candidatura ao Senado deve sair até início de junho, diz Marina

Indefinição do PT atrapalha, diz Tabata sobre chapa da esquerda em SP

Ministro do Planejamento nega chance de reajuste no Bolsa Família