Brasil

STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão por coação em processo de trama golpista

Ministros votam em unanimidade pela penalização do deputado cassado

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 16 de junho de 2026 às 18h14.

Última atualização em 16 de junho de 2026 às 18h30.

Tudo sobreEduardo Bolsonaro
Saiba mais

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 16, condenar o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) por tentativa de interferência no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, no processo relacionado à trama golpista.

A pena fixada foi de quatro anos e dois meses de prisão, além do pagamento de 50 dias-multa. Cada dia-multa corresponde ao valor de dois salários mínimos. De acordo com a decisão, o cumprimento da pena deverá ocorrer inicialmente em regime semiaberto.

Como votaram os ministros do STF?

Relator da ação na Primeira Turma, o ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente do colegiado.

Ao votar no caso, o ministro Alexandre de Moraes avaliou que as provas reunidas no processo demonstram a prática do crime de coação no curso do processo por parte de Eduardo Bolsonaro, conforme apontado na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo o relator, os elementos constantes nos autos sustentam a acusação formulada pela PGR e justificam a condenação pelo delito.

Entenda a denúncia contra Eduardo Bolsonaro

Em maio, a PGR denunciou Eduardo Bolsonaro por suposta atuação junto ao governo do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos. Segundo a acusação, ele teria buscado criar um ambiente de instabilidade e temor por meio da projeção de possíveis retaliações estrangeiras contra ministros do STF e contra o Brasil.

De acordo com a Procuradoria, a finalidade dessa atuação era impedir uma eventual condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à chamada trama golpista.

A PGR afirma que o conjunto de provas reunidas ao longo da investigação confirma a prática criminosa. Para o órgão, as ações tiveram como objetivo colocar os interesses da família Bolsonaro acima das normas do devido processo legal e do funcionamento da Justiça, com o intuito de evitar a responsabilização criminal do ex-presidente.

Entre os elementos apresentados pela Procuradoria estão declarações concedidas por Eduardo Bolsonaro em entrevistas, publicações em redes sociais e mensagens trocadas com Jair Bolsonaro. Segundo a acusação, o material aponta para articulações realizadas nos Estados Unidos com o propósito de pressionar integrantes da cúpula do Judiciário.

Acompanhe tudo sobre:Supremo Tribunal Federal (STF)Eduardo BolsonaroJair Bolsonaro

Mais de Brasil

Michelle deve decidir até 5 de agosto se disputará o Senado

Lula prioriza SP, RJ, MG e Nordeste na largada da campanha

Pesquisa Paraná: d’Ávila tem 30,7% e Van Hattem, 28,6%, em corrida ao Senado no Rio Grande do Sul

Lei da Reciprocidade ganha força após tarifaço dos EUA