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Setor rural inflou déficit da Previdência, diz Garibaldi

Apesar dos números negativos, o superávit de R$ 942 bilhões na previdência urbana, excluídas as renúncias, foi considerado positivo, disse o ministro Garibaldi Alves

Mulheres trabalham em plantação de arroz: FAO quer igualdade de gênero na agricultura (Sajjad Hussain/AFP)

Mulheres trabalham em plantação de arroz: FAO quer igualdade de gênero na agricultura (Sajjad Hussain/AFP)

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Da Redação

Publicado em 24 de março de 2011 às 16h19.

Brasília - O déficit de R$ 3,315 bilhões da Previdência Social em fevereiro, excluídas as renúncias previdenciárias, foi ocasionado pelo saldo negativo de R$ 4,257 bilhões na previdência rural no mês, considerado pelo ministro da Previdência, Garibaldi Alves, como uma "notícia ruim".

No entanto, afirmou o ministro, o superávit de R$ 942 bilhões na previdência urbana, excluídas as renúncias, foi considerado positivo. "O resultado se deve ao expressivo crescimento econômico do País e à sucessiva criação de empregos formais", disse Garibaldi.

O ministro destacou o crescimento da arrecadação líquida previdenciária que, considerando as duas modalidades, totalizou R$ 17,777 bilhões em fevereiro. Com isso, e sem levar em consideração as renúncias previdenciárias, o déficit de R$ 6,353 bilhões acumulado no primeiro bimestre de 2011 foi 20,5% menor que o verificado no mesmo período do ano passado.

"O forte crescimento da arrecadação diminui necessidade de financiamento. Isso se deve ao bom momento da economia, ao crescimento do mercado de trabalho e à incorporação de novos previdenciários", avaliou Garibaldi. "Creio que a tendência de queda vai continuar, a não ser que nós sejamos surpreendidos por um arrefecimento da economia muito acentuado", acrescentou.

Para a Previdência, o saldo negativo em 2011 deve ficar próximo do déficit nominal obtido em 2010, de R$ 42,9 bilhões. A previsão feita em janeiro pelo ministério foi de R$ 42,4 bilhões. "Ano passado, foi equivalente a 1,17% do Produto Interno Bruto (PIB), e este ano deve ficar abaixo disso", afirmou o diretor do Regime Geral da Previdência, Rogério Nagamini.

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