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Senado confirma recebimento da indicação de Jorge Messias ao STF

Planalto havia informado que o envio da indicação ocorreria nesta terça-feira, mas não foi realizado

Jorge Messias e presidente Lula: Messias é o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no STF (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Jorge Messias e presidente Lula: Messias é o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no STF (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 1 de abril de 2026 às 15h07.

Última atualização em 1 de abril de 2026 às 15h13.

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A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegou ao Senado na tarde desta quarta-feira, 1. A confirmação partiu do gabinete do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de interlocutores da Casa Legislativa.

Na terça-feira, 31, o Palácio do Planalto informou que o envio ocorreria naquele dia, o que não se concretizou. Interlocutores atribuíram o atraso a trâmites administrativos.

Com a chegada formal da mensagem, o processo de indicação de Jorge Messias ao STF é oficialmente iniciado após mais de quatro meses de impasse. O envio pelo presidente Lula encerra um período de indefinição que evidenciou dificuldades na coordenação entre o Executivo e o Senado, sob comando de Alcolumbre.

A tramitação prevê a leitura da indicação em plenário e, em seguida, o encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A etapa inclui a escolha de um relator e a definição da data da sabatina, audiência em que o indicado responde a questionamentos dos senadores. A definição desse calendário depende diretamente do presidente da comissão, cargo atualmente ocupado pelo próprio Alcolumbre.

O cronograma segue indefinido diante da ausência de alinhamento entre governo e Senado. Interlocutores do presidente da Casa indicam que não há previsão de acelerar o processo, com possibilidade de adiamento para o segundo semestre.

Articulação Política

O impasse começou após o anúncio do nome de Messias, em novembro de 2025, quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP, demonstrou preferência por Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A vaga foi aberta após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em 20 de novembro. Na ocasião, Lula optou por Messias, contrariando Alcolumbre, e integrantes da cúpula da Casa, que defendiam Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A demora no envio da mensagem oficial levou o presidente do Senado a criticar publicamente a situação, mencionando "perplexidade", e a cancelar uma sabatina previamente marcada para dezembro.

Durante o período de indefinição, Jorge Messias realizou reuniões com cerca de 70 senadores em busca dos 41 votos necessários para aprovação em plenário. A decisão de envio da mensagem presidencial ocorreu após solicitação do próprio indicado, que avalia ter apoio suficiente para a confirmação.

*Com informações da Agência O Globo.

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