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São Paulo bate recorde de calor em 2026 e pode chegar aos 36°C neste domingo

Capital paulista registrou a tarde mais quente do ano neste fim de semana; Rio de Janeiro pode alcançar 40°C e Sul do país enfrenta risco de temporais com ciclone extratropical

De acordo com a Climatempo, o calor intenso deve persistir sem expectativa de chuva na região da Grande São Paulo ao longo do domingo (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

De acordo com a Climatempo, o calor intenso deve persistir sem expectativa de chuva na região da Grande São Paulo ao longo do domingo (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 10h28.

Última atualização em 11 de janeiro de 2026 às 10h39.

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A cidade de São Paulo registrou neste sábado, 10, a tarde mais quente de 2026 até agora, com temperatura máxima de 34,6°C, segundo dados da Climatempo. A previsão indica que o calor aumenta ainda mais neste domingo, 11, quando os termômetros podem chegar aos 36°C na capital paulista, estabelecendo um novo recorde para o ano.

De acordo com a Climatempo, o calor intenso deve persistir sem expectativa de chuva na região da Grande São Paulo ao longo do domingo. As pancadas voltam a ocorrer apenas a partir da tarde de segunda-feira, 12, ainda assim com tempo abafado e temperaturas elevadas durante toda a próxima semana.

Calor extremo também no Rio de Janeiro

O estado do Rio de Janeiro deve concentrar algumas das maiores temperaturas do país neste fim de semana. A previsão aponta máximas próximas de 40°C na capital fluminense. Se confirmada, será a primeira capital brasileira a atingir essa marca em 2026 nas medições oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia.

Até agora, a maior temperatura registrada no país neste ano foi de 41,5°C, em Mantena, no interior de Minas Gerais, no dia 2 de janeiro.

Além do calor intenso, o tempo seco chama atenção. A umidade relativa do ar no Grande Rio pode cair para cerca de 30%, patamar abaixo do considerado ideal para um dia típico de verão. Não há alertas para chuva forte no estado, apenas baixa chance de pancadas isoladas em cidades próximas à divisa com Minas Gerais.

Entenda por que o calor aumentou

Segundo a Climatempo, o avanço de um sistema de alta pressão atmosférica sobre o Sudeste explica a intensificação do calor. Esse sistema reduz a umidade disponível na atmosfera, dificulta a formação de nuvens carregadas e prolonga a incidência de sol forte ao longo do dia. Ventos quentes predominando na região também contribuem para a elevação das temperaturas.

Ciclone extratropical traz risco de temporais no Sul

Enquanto o Sudeste enfrenta calor extremo, o Sul do Brasil entra em alerta para chuva forte e ventania. Um ciclone extratropical começa a se formar entre o Uruguai e a região Sul neste fim de semana, associado a uma frente fria que deve impactar Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

A previsão indica a formação de nuvens cumulonimbus, capazes de provocar chuva volumosa em curto intervalo de tempo, descargas elétricas, rajadas intensas de vento e risco de granizo. No Rio Grande do Sul, a tendência é de diminuição gradual da chuva no domingo, mas ainda há possibilidade de temporais isolados, especialmente no norte do estado e na Serra Gaúcha.

Santa Catarina e Paraná também seguem sob risco de instabilidades. No sábado, um tornado atingiu Curitiba, causando destelhamentos e ventos em forma de funil. Ao longo do fim de semana, os dois estados continuam sujeitos a temporais devido à atuação do ciclone e da frente fria.

A frente fria associada ao sistema deve aumentar as condições de chuva em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, mas não deve impactar de forma significativa os demais estados do Sudeste e do Centro-Oeste.

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