Brasil

Roubo na Samsung pode ter ligação com caso TAM

Assalto à fábrica tem semelhanças com o do galpão da companhia aérea TAM Cargo em Viracopos, no fim de 2012


	Samsung: roubo na fábrica é semelhante a assalto ao armazem da TAM
 (Daniela Barbosa/EXAME.com)

Samsung: roubo na fábrica é semelhante a assalto ao armazem da TAM (Daniela Barbosa/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de julho de 2014 às 17h56.

Sorocaba - Semelhanças entre o roubo à fábrica da Samsung, na madrugada de segunda-feira, 7, e o assalto ao galpão da companhia a aérea TAM Cargo no aeroporto de Viracopos, no final de 2012, chamaram a atenção da Polícia Civil de Campinas.

De acordo com o delegado Carlos Fernandes, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), informações colhidas durante a investigação sobre o caso da TAM podem ajudar na elucidação do roubo à empresa coreana. Na época, alguns suspeitos de participação no roubo foram interrogados pela polícia.

Como ocorreu na Samsung, o galpão da TAM no Aeroporto Internacional de Viracopos foi invadido por um grupo armado com pistolas e metralhadoras. Depois de dominar e desarmar os seguranças, os bandidos renderam os funcionários e saquearam uma carga de produtos da fabricante Apple avaliada em R$ 3,9 milhões. O bando fugiu sem ser perseguido e a carga não foi recuperada. A quadrilha tomou o cuidado de remover o sistema de monitoramento existente no local. O delegado já pediu à equipe de investigação para examinar o inquérito da TAM em busca de pistas.

A quadrilha que agiu na Samsung tomou uma van que transportava funcionários para entrar na fábrica e render os vigilantes. Os próprios funcionários foram obrigados a carregar cerca de 40 mil produtos eletrônicos em sete caminhões. De acordo com a empresa, o valor da carga roubada é de R$ 14 milhões. Até agora, a polícia só recuperou os celulares levados de funcionários e seguranças e descartados pelos bandidos.

Os veículos usados no roubo estão sendo procurados em todo o Estado. Informações sobre algumas características foram passadas às polícias rodoviárias estadual e federal. A polícia também monitora prováveis pontos de receptação da carga roubada na capital e no interior, já que os equipamentos provavelmente serão vendidos no mercado informal. De acordo com o delegado, o objetivo é recuperar os produtos e prender os criminosos.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasSetor de transporteServiçosempresas-de-tecnologiaIndústria eletroeletrônicaAviaçãocompanhias-aereasEmpresas coreanasTAMSamsung

Mais de Brasil

Após protestos, Lula revoga decreto de concessão de hidrovias na Amazônia

Podemos nos unir para ganhar no 1º turno, diz presidente do PL

Defesa Civil de SP reforça alerta de chuvas intensas e estende Gabinete de Crise até quinta-feira

Acionistas aprovam modelo de privatização da Copasa com golden share