Brasil

Dilma responderá, se quiser, à interpelação de deputados

Na peça, deputados pediam que Dilma desse explicações sobre o "golpe" e afirmavam que declarações nesse sentido ofendiam à honra das instituições brasileiras


	Dilma Rousseff: segundo a ministra, o Código Penal prevê a hipótese de o interpelado recusar-se a atender ao pedido de explicações
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Dilma Rousseff: segundo a ministra, o Código Penal prevê a hipótese de o interpelado recusar-se a atender ao pedido de explicações (Ueslei Marcelino/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de maio de 2016 às 20h03.

Brasília - A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou a critério da presidente afastada Dilma Rousseff decidir se responde ou não à interpelação judicial para explicar por que se referiu ao processo de impeachment como "golpe".

O pedido foi feito ao STF por deputados da oposição no início do mês. Na peça, eles pediam que Dilma desse explicações sobre o fato e afirmavam que declarações nesse sentido ofendiam à honra das instituições brasileiras.

"Determino a notificação da Senhora Presidente da República (afastada) Dilma Vana Rousseff para que responda, querendo, à presente interpelação no prazo de 10 (dez) dias", decidiu Rosa.

Segundo a ministra, o Código Penal prevê a hipótese de o interpelado recusar-se a atender ao pedido de explicações e o juiz não constrangê-lo a prestá-las.

Rosa Weber também afirmou que, em uma interpelação, não cabe emitir juízo de valor sobre o conteúdo discutido, por isso ela não iria se manifestar sobre a existência de crime de calúnia, difamação ou injúria.

Após decorrido o prazo de dez dias, a ministra indicou que o processo deve ser arquivado.

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilImpeachmentSupremo Tribunal Federal (STF)

Mais de Brasil

Escala 6x1: Lula confirma reunião com Motta e critica transição gradual de redução de jornada

Definição da candidatura ao Senado deve sair até início de junho, diz Marina

Indefinição do PT atrapalha, diz Tabata sobre chapa da esquerda em SP

Ministro do Planejamento nega chance de reajuste no Bolsa Família