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Rocinha tem noite de tiroteio e mortes após prisão de Rogério 157

Segurança foi reforçada na comunidade, onde dois traficantes morreram nesta quarta-feira à noite

Rocinha: policiais faziam uma operação na favela, quando entraram em confronto com criminosos na altura da Rua 2 (Bruno Kelly/Reuters)

Rocinha: policiais faziam uma operação na favela, quando entraram em confronto com criminosos na altura da Rua 2 (Bruno Kelly/Reuters)

AB

Agência Brasil

Publicado em 7 de dezembro de 2017 às 10h29.

Depois da prisão, ontem (6), do chefe do tráfico da Rocinha, Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, durante ação policial no Parque Arará, na zona norte do Rio, a favela vive clima de tensão, tiroteio e mortes desde a noite de ontem.

A segurança foi reforçada na comunidade, onde dois traficantes morreram, nesta quarta-feira à noite, após troca de tiros entre policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque.

Segundo relatos, os policiais faziam uma operação na favela, quando entraram em confronto com criminosos na altura da Rua 2.

Eles foram levados para o Hospital Miguel Couto, mas já chegaram mortos. Os nomes dos dois não foram divulgados pela polícia, que fez buscas na região e apreendeu duas pistolas, uma granada, farta munição e cerca de 35 quilos de maconha.

O policiamento continua reforçado hoje (7) na favela, uma das maiores da América Latina. Os confrontos voltaram a se intensificar e a polícia não descarta a possibilidade de uma retomada da disputa entre facções rivais pelo controle dos pontos de venda de entorpecentes.

Rogério 157

O chefe do trafico na Favela da Rocinha, Rogério Avelino da Silva, está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste da cidade.

A Secretaria de Segurança acredita que conseguirá autorização do Departamento Penitenciário (Depen), do Ministério da Justiça, para que o traficante seja transferido ainda hoje a um presídio federal fora do Rio.

Ele foi levado ontem para Gericinó, depois de ter prestado depoimento na Cidade da Polícia.

A Secretaria de Segurança deve encaminhar ofício ao Tribunal de Justiça do Rio solicitando a transferência.

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