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Roberto Jefferson: resistência à prisão repercute na imprensa internacional

Antes de se entregar, ele resistiu com tiros e granadas à ação dos agentes, deixando dois policiais feridos

Roberto Jefferson: resistência à prisão repercute na imprensa internacional (Valter Campanato/Agência Brasil)

Roberto Jefferson: resistência à prisão repercute na imprensa internacional (Valter Campanato/Agência Brasil)

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Agência O Globo

Publicado em 24 de outubro de 2022, 09h17.

Roberto Jefferson (PTB) foi preso pela Polícia Federal no começo da noite deste domingo, depois de horas de cerco no entorno da casa do político. Antes de se entregar, ele resistiu com tiros e granadas à ação dos agentes, deixando dois policiais feridos.

A violência que marcou a ação repercutiu em diversos veículos de imprensa pelo mundo. O espanhol El País destaca o fato de Jefferson ter ferido dois agentes da Polícia Federal (PF) e aponta que ele se entregou apenas “após ministro da Justiça ir até sua casa para convencê-lo”.

O Supremo Tribunal Federal (STF) havia determinado que a Polícia Federal prendesse o ex-deputado após a veiculação de novos vídeos com ataques ao processo eleitoral e a ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele reagiu à prisão com tiros e granadas à ação dos agentes, deixando dois policiais feridos.

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A britânica BBC lembra que o ex-deputado usou granadas contra agentes que tentaram realizar sua prisão. Já o americano Washington Post cita Jefferson como “aliado de Bolsonaro”.

“Os eventos foram impressionantes até mesmo para os brasileiros que estão cada vez mais acostumados a políticos e ativistas de extrema-direita torcendo o nariz para os juízes da Suprema Corte”, diz a publicação.

A alemã DW destaca que “Jefferson postou vídeos de Whatsapp do cerco nas redes sociais, defendendo suas ações”. O português Jornal de Notícias lembra que o político foi preso em “operação contra notícias falsas”.

O argentino Telam publicou o episódio citando Jefferson como “expoente da extrema-direita brasileira”.

Jefferson, que cumpria prisão domiciliar desde janeiro deste ano, foi condenado no âmbito do inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a atuação de milícias digitais.

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